Ciência e Tecnologia
Ufal apresenta novas cultivares de cana-de-açúcar em evento nesta quarta (22)
Reitor Tonholo, atual presidente da Ridesa e o professor Geraldo Veríssimo representam a Ufal no evento
Acontece nesta quarta-feira (22), em Ribeirão Preto (SP), a Liberação Nacional de Variedades RB, um dos eventos mais relevantes para a inovação e sustentabilidade do setor agrícola brasileiro. Iniciativa da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), o evento conta com a participação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que junto com outras universidades federais integrantes da Rede, vão apresentar 18 novas cultivares de cana-de-açúcar.
O reitor da Ufal, Josealdo Tonholo, atual presidente da Ridesa, representará a instituição, ao lado do professor do ceca/Ufal, Geraldo Veríssimo, um dos fundadores e coordenador adjunto da Rede. Ambos participam ativamente das articulações e das pesquisas que fortalecem a posição da Ufal como referência nacional no melhoramento genético da cana.
Segundo o professor Geraldo Veríssimo, a liberação de novas variedades ocorre a cada cinco anos, reunindo os maiores especialistas do setor. “A Ufal é uma das principais universidades da Ridesa, especialmente por conta da Estação Experimental de Cana-de-Açúcar Serra do Ouro, situada em Alagoas e referência nacional. Nesta edição, vamos liberar três novas variedades desenvolvidas em Alagoas, que se somam às contribuições de outras universidades, totalizando 18 novas cultivares adaptadas a diferentes biomas do Brasil”, destacou.
Criada em 1990, a Ridesa reúne dez universidades federais que assumiram a missão de dar continuidade ao trabalho do antigo Planalsucar. Desde então, a rede se consolidou como responsável pelo desenvolvimento das variedades RB (República do Brasil), cultivadas em aproximadamente 60% da área de cana do país. Além da Ufal, fazem parte da rede as universidades federais de Viçosa (UFV), São Carlos (UFSCar), Pernambuco (UFRPE), Rio de Janeiro (UFRRJ), Paraná (UFPR), Goiás (UFG), Mato Grosso (UFMT), Sergipe (UFS) e Piauí (UFPI).
O evento em Ribeirão Preto reunirá reitores, pesquisadores, técnicos e produtores, além de autoridades do setor sucroenergético, do Governo Federal e das agências de fomento à pesquisa. Para o reitor da Ufal, o encontro reforça a importância da parceria entre universidade e setor produtivo. “Esse trabalho coletivo demonstra a força da ciência brasileira. São pesquisas de longo prazo que resultam em inovação para o campo, competitividade para o setor e sustentabilidade para o país”, afirmou.
Além da liberação nacional, já está prevista uma edição local em Alagoas, em 2026, para apresentar oficialmente as novas variedades desenvolvidas pela Ufal à comunidade científica e ao setor produtivo regional.
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