Ciência e Tecnologia
Terapia por IA começa a ser proibida
O uso da inteligência artificial em terapias psicológicas está no centro de um debate crescente nos Estados Unidos. O estado de Illinois tornou-se o mais recente a restringir a prática, seguindo os passos de Nevada e Utah. A nova lei, sancionada em 1º de agosto pelo governador JB Pritzker, proíbe a utilização da tecnologia para fornecer saúde mental ou tomar decisões terapêuticas.
O que diz a legislação?
De acordo com a legislação, profissionais de saúde comportamental licenciados podem empregar a IA apenas como ferramenta de suporte administrativo ou recurso suplementar. Já a substituição direta da atuação humana pelo algoritmo foi considerada inviável e arriscada.
Outros três estados (Califórnia, Nova Jersey e Pensilvânia) analisam projetos semelhantes. No caso californiano, está em debate a criação de um grupo de trabalho para avaliar qual deve ser, de fato, o papel da IA na terapia.
Terapia com IA é futuro ou perigoso?
Para o especialista em neurociências Flávio Nunes, a restrição não significa descartar completamente o potencial da tecnologia, mas estabelecer limites claros do seu uso para que ela traga benefícios. "A IA pode auxiliar profissionais ao organizar dados clínicos ou sugerir caminhos de análise, mas não consegue lidar com a complexidade emocional e subjetiva de um ser humano em sofrimento", explica.
Flávio Nunes ressalta que confiar exclusivamente em um sistema automatizado pode trazer riscos graves. "A empatia, a escuta ativa e a capacidade de interpretar nuances emocionais não podem ser reproduzidas por um algoritmo. Por isso, a Inteligência Artificial deve ser vista como ferramenta de apoio, nunca como terapeuta usada de forma exclusiva e no mesmo patamar de um terapeuta humano", afirma.
POR QUE OS JOVENS ESTÃO FAZENDO PERGUNTAS EXISTENCIAIS AO CHAT GPT?
"Qual é o sentido da vida?", "Por que eu tenho tanto desprezo por mim?", "Como posso saber se alguém realmente se importa comigo?", "Por que me sinto tão deslocado?". Essas são algumas das questões existenciais que, possivelmente, todos nós já nos perguntamos em algum momento da vida. Porém, as mesmas estão sendo frequentemente apresentadas por jovens entre 13 e 24 anos à ferramentas de Inteligência Artificial, como o ChatGPT.
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