Ciência e Tecnologia
Invasão de contas cresce 20%: entenda os golpes que assustam o Brasil
Em meio ao avanço da tecnologia e da digitalização dos serviços, o Brasil enfrenta uma verdadeira epidemia de fraudes virtuais. Um levantamento recente da TransUnion revelou que 4 em cada 10 brasileiros já foram alvo de tentativas de golpe por e-mail, mensagens de texto, internet ou telefone. O dado mais alarmante: a invasão de contas cresceu 20% em relação ao ano anterior.
Para entender a sofisticação dos golpes, conversamos com uma especialista em segurança digital, que alerta: “os golpistas têm se especializado em ler o comportamento da vítima, muitas vezes usando informações públicas ou vazadas para criar armadilhas sob medida”.
Entre os golpes mais perigosos e frequentes estão:
A falsa central de atendimento, onde a vítima é induzida a entregar dados sensíveis acreditando estar resolvendo um problema com seu banco;
O golpe da “mão fantasma”, mais recente e ainda pouco conhecido, no qual o criminoso assume o controle remoto do celular da vítima, tendo acesso total aos aplicativos bancários e pessoais.
Hábitos inocentes, riscos invisíveis
A especialista explica que ações aparentemente inofensivas — como clicar em links recebidos por SMS, baixar apps de fontes não oficiais ou compartilhar dados pessoais em redes sociais — aumentam significativamente a vulnerabilidade. “A sensação de controle é ilusória. Todos estamos em risco, independente da idade ou grau de instrução”, alerta.
O erro que pode custar caro
Outro ponto de atenção é o comportamento da vítima após cair em um golpe. Segundo a especialista, o maior erro é não agir rápido. “Muitos ficam paralisados ou tentam resolver sozinhos. O correto é contatar imediatamente o banco e registrar boletim de ocorrência. Cada minuto conta.”
Como se proteger?
A prevenção ainda é a melhor defesa. Ativar autenticações em dois fatores, desconfiar de contatos inesperados, evitar clicar em links desconhecidos e jamais fornecer senhas ou códigos de segurança por telefone são medidas básicas que podem fazer a diferença entre a segurança e o prejuízo.
Com golpes cada vez mais sofisticados, o alerta é claro: a tecnologia é uma aliada, mas também pode ser uma porta de entrada para criminosos se não for usada com cautela. A era da desconfiança digital já começou.
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