Ciência e Tecnologia
WhatsApp: golpe com times de futebol atrai 2 milhões de torcedores
Exclusivo · Flamengo, Palmeiras e Corinthians estão entre os clubes que mais geraram interesse das vítimas, alerta PSafe
m novo golpe no WhatsApp, que oferece a instalação de tema visual inspirado em times de futebol, já alcançou mais de 2 milhões de brasileiros. Em apenas seis dias, este foi o total de internautas que tentaram acessar a página com o suposto tema esportivo, de acordo com um relatório da empresa de segurança PSafe divulgado com exclusividade pelo TechTudo.
O esquema consiste no recebimento de mensagens, enviadas em chats com amigos ou em grupos, convidando o usuário a clicar numa suposta promoção para personalizar o aplicativo com o visual do time preferido. Em tese ele funcionaria nas versões para Android, iPhone e Windows Phone. O criador do golpe usa links com endereço iniciado em goo.gl, um encurtador oferecido pelo Google. Em seguida há uma listagem com diversos clubes, entre eles Palmeiras, Corinthians, Chapecoense, São Paulo, Flamengo, Sport e Santa Cruz.
Ao clicar, a vítima é levada a uma página que pede para encaminhar o suposto serviço a oito amigos ou dez grupos de WhatsApp. Ainda de acordo com a Psafe, o internauta também é induzido a preencher um formulário com informações pessoais e número de telefone, o que pode resultar na assinatura – mesmo sem querer – em serviços premium, como aqueles para recebimento de dicas de música, por exemplo.Entre os links compartilhados, mais de 409 mil torcedores rubro-negros tentaram abrir a suposta oferta. Na sequência aparecem os palmeirenses (393 mil) e corinthianos (368 mil).
O gerente de segurança Emilio Simoni, da PSafe, explicou ao TechTudo que os golpes do Whatsapp "são de fácil disseminação e o hacker não precisa se preocupar em espalhar o ataque, já que esta disseminação fica a cargo dos próprios usuários do mensageiro". Vale lembrar que o programa, pertencente ao grupo econômico do Facebook, é utilizado por mais de 100 milhões de brasileiros.
"Apps como o Facebook Messenger e o Telegram também têm sido monitorados, mas até o momento não identificamos nenhum ataque com esta frequência e abrangência", finaliza o especialista em segurança digital.
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