Cidades

Homem é condenado a 46 anos de prisão por feminicídio na Ponta da Terra

Crime de Mário Santana da Silva contra Maria Amanda Farias dos Santos ocorreu em agosto de 2024, no bairro de Maceió

Por Ascom MP/AL 03/11/2026 18h56 - Atualizado em 03/11/2026 19h58
Homem é condenado a 46 anos de prisão por feminicídio na Ponta da Terra
Fórum do Barro Duro - Foto: Caio Loureiro / Dicom TJ/AL

As monstruosidades continuam, e as justificativas adotadas pelos criminosos quase sempre tentam responsabilizar a vítima. Porém, o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) segue firme em suas sustentações para levar à condenação homens que matam mulheres impiedosamente. Nesta terça-feira (3), não foi diferente. Tendo como representante a promotora de Justiça Adilza Freitas, o órgão convenceu mais uma vez o Conselho de Sentença e levou Mário Santana da Silva, acusado de matar a ex-companheira Maria Amanda Farias dos Santos, à condenação de 46 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. O júri ocorreu na 9ª Vara da Capital, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro.

A denúncia ministerial requereu a condenação por motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação e feminicídio, tendo como agravantes o fato de a vítima estar gestante e o crime ter sido cometido na presença de descendentes da vítima.

O crime ocorreu na residência da avó materna do réu, localizada na Rua Lafaiete Pacheco, nº 447, Ponta da Terra, próximo à Unidade Básica de Saúde Oswaldo Brandão Vilela, em agosto de 2024, tendo ele confessado a barbárie.

Para a promotora de Justiça Adilza Freitas, dar voz às vítimas e fazer justiça é a maior missão. “O crime de feminicídio é um crime de ódio e, geralmente, é executado com requintes de crueldade. Não basta matar; os autores sentem a necessidade de destruir a identidade da mulher, efetuando diversos golpes no rosto e nas mamas. A execução ocorre após a mulher pôr fim ao relacionamento. A mulher deve ficar atenta quando terminar a relação e não confiar”, afirma.

A promotora conclui: “Devemos sempre fazer a pergunta: ‘Ele matou porque ela existia ou matou porque ela não quis existir sem ele?’”. No dia do crime, o réu, insistentemente, chamou a vítima para ir até a casa de sua avó, onde, após uma discussão, desferiu os golpes. Amanda Farias deixou três filhos.