Cidades
Audiência discute ordenamento da orla de Maceió
Câmara de Vereadores tenta encontrar uma solução para os ambulantes da Rua Aberta, na Ponta Verde
Representantes da Associação dos Prestadores de Serviço da Orla Marítima de Maceió estão insatisfeitos com a condução da audiência pública realizada, durante a manhã de ontem, na Câmara Municipal, para tratar sobre o ordenamento dos ambulantes. A fala é da Thays Veridiana Moura dos Santos Silva que representa os ambulantes.
A iniciativa foi proposta pelo vereador David do Emprego, que destacou a necessidade da discussão para promover melhorias aos comerciantes que atuam nas regiões de Maceió.
“Em relação à audiência pública, iniciei minha fala manifestando meu repúdio à forma como a situação foi tratada, principalmente pela ausência dos órgãos competentes que deveriam estar presentes à discussão”.
Conforme a Associação dos Prestadores de Serviço da Orla Marítima de Maceió, os ambulantes estão debatendo o assunto há quase três anos, discutindo um projeto de orla que já possui diretrizes estabelecidas, planejamento e visitas técnicas em andamento.
“No entanto, nada disso foi mencionado durante a audiência, como se todo esse processo de construção e diálogo simplesmente não existisse”, ponderou.
Thays Veridiana reclamou sobre a ausência do Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Inclusive, há praticamente uma semana, completou ela, nossa associação solicitou uma reunião com o MPF, e seguimos aguardando a confirmação de uma data.
“É importante destacar que já existe uma Lei Municipal, portarias de regulamentação e uma sentença federal relacionadas a essa questão. Apesar disso, estamos enfrentando uma grande omissão por parte da prefeitura de Maceió. Não podemos permitir que decisões sobre o nosso território sejam tomadas desconsiderando todo o trabalho, as conquistas e os instrumentos legais já existentes”, justificou.
Ainda conforme a representante da Associação, a luta da categoria é pela preservação do território, pelo respeito às comunidades e pela construção de oportunidades reais para o povo maceioense.
“Queremos desenvolvimento, mas um desenvolvimento que respeite a história, os direitos e a participação de quem vive e constrói esse território”, finalizou.
Desde o último dia 17, os ambulantes que comercializam produtos na Rua Aberta, na orla da Ponta Verde, estão vendendo suas mercadorias nas áreas próximas aos retornos dos estabelecimentos Lopana, Kanoa e Palato.
A diretora de Fiscalização da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semsc), Dayse Ramos, explicou que a iniciativa busca garantir uma convivência mais organizada entre comerciantes e frequentadores da orla.
“A ação integra o trabalho da Semsc voltado à organização dos espaços públicos da capital, contribuindo para uma Rua Aberta mais organizada e para melhores condições de convivência entre comerciantes e frequentadores da Orla de Maceió. Com a definição de áreas específicas para os ambulantes, buscamos reduzir conflitos entre os diferentes usuários da via e manter o canteiro central livre para o lazer, a prática de atividades físicas e a convivência social”, explicou a diretora.
Os ambulantes podem ocupar os novos espaços a partir das 16h dos sábados até as 17h dos domingos. Fiscais da SEMSC continuam atuando no local para orientar os trabalhadores, manter o diálogo e contribuir para a organização da atividade.
A mudança tem como objetivo organizar a ocupação do espaço público, ampliar a segurança e garantir melhores condições de circulação para pedestres, ciclistas, famílias e turistas que frequentam a região.
“Com a definição de áreas específicas para os ambulantes, buscamos reduzir conflitos entre os diferentes usuários da via e manter o canto central livre para o lazer, a prática de atividades físicas e a convivência social”, explicou Dayse Ramos.
Ainda conforme a Secretaria, o reordenamento busca conciliar o exercício da atividade comercial com o direito da população de usufruir dos espaços públicos com segurança, conforto e acessibilidade.
A ação integra o trabalho do Semsc apoiado na organização dos espaços públicos da capital, contribuindo para uma Rua Aberta mais organizada e para melhores condições de convivência entre comerciantes e frequentadores da Orla de Maceió.
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