Cidades
Os milagres de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil
Fé levou diversos fiéis a serem curados de doenças e celebrarem sua nova vida
A fé cura! E quem faz questão de provar isso, dando seu testemunho em palestras por toda Alagoas é a aposentada Maria Cícera Januário, ou simplesmente “dona Neném”.
Aos 69 anos de idade, ela é personagem facilmente encontrada na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a primeira paróquia erguida em homenagem à Santa de mesmo nome, construída na capital e pertencente à Arquidiocese de Maceió.
A paróquia de Nossa Senhora Aparecida fica localizada no Conjunto residencial Inocoop, no bairro da Cidade Universitária, na parte alta da capital, onde a senhora de fé fervorosa mora há 35 anos e criou três filhos e cinco netos, depois da viuvez.
Há 22 anos, “dona Neném”, teve suas duas maiores provações na vida. No início de 20024, o esposo faleceu de infarto. “Não deu tempo nem de socorrê-lo direito”. Em abril, o segundo baque na vida. Desta vez, com sua saúde.
Em um autoexame, ela descobriu um nódulo na mama esquerda. A identificação do sintoma, a levou, rapidamente, aos exames, médicos e ao tão temido diagnóstico.
“Carcinoma misto”, disse o médico. “Ouvir aquele diagnóstico foi um baque. Só não foi maior que a minha fé na cura. Lembro-me como hoje. Assim como me recordo também, com riqueza de detalhes, de que a primeira coisa que fiz foi entrar na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, de quem sou devota desde o ventre da minha mãe. Ao mesmo tempo em que caminhei até à Paróquia, liguei para a minha mãe e contei que estava com câncer. Na Paróquia, debrucei-me sobre o tapete vermelho. No chão e em lágrimas, entreguei-me nos braços de Nossa Senhora Aparecida. Rezei, chorei. As lágrimas desceram no meu rosto, minha fé transbordava. Conversei com Nossa Senhora Aparecida. Somente eu e ela. Até que ouvi a voz Santa me dizer que eu estava curada. Ouvi em nítido e bom som que eu estava curada”, lembrou, com os olhos marejados.
Ao receber o telefonema da filha, a mãe de “dona Neném”, foi logo ao seu encontro. Procurou-a em casa. Não achou. Foi imediatamente à Paróquia. As duas se abraçaram, choraram, até que a então paciente, disse a mãe que pudesse parar de chorar, porque Nossa Senhora Aparecida garantiu-lhe a cura.
Curada espiritualmente pela força da fé, “dona Neném” seguiu com os protocolos médicos. Quinze dias depois do diagnóstico, retirou toda a mama esquerda. Iniciou a quimioterapia na data indicada. Todo o processo durou de abril a outubro daquele ano. Naquele intervalo, fez questão de raspar a cabeça na frente das netas pequenas, dizendo as meninas que a “vovó é vaidosa e estava acompanhando a moda”. Quando as netas, foram embora, ela contou que chorou sozinha. Em um misto de medo e fé, acima de tudo, fé.
Atualmente, “dona Neném”, faz exames de rotina por prevenção, mas está totalmente curada, inclusive faz questão de dizer que curada também na alma”.
Quem também tem o testemunho de fé e devoção a Nossa Senhora Aparecida é o casal Ariane Nascimento Rocha, 40 anos, e o militar Silvio Roberto Pires Vieira, 57. O casal está junto há 14 anos e comandam um restaurante. Ela fez quatro cirurgias na coluna.
“Em uma delas, fiquei sem andar, de cama. Cheguei a usar andador para voltar a andar. Contraí uma infecção que, por pouco, não me matou. Até fraldas eu usei. Pedi a cura a Nossa Senhora Aparecida e ela atendeu meu pedido. Colocou na minha vida, o médico certo. O médico era devoto de Nossa Senhora Aparecida. Ele usava um broche com sua imagem. Naquele momento, eu tive a certeza da cura. Nossa Senhora Aparecida providenciou tudo. E meu marido pediu pela cura do pai dele que estava com câncer e também teve a graça alcançada”.

Procissão encerra festa dedicada à Nossa Senhora Aparecida
A programação católica em torno da Festa de Nossa Senhora Aparecida, organizada pela Arquidiocese de Maceió, foi iniciada no último dia 03 e segue até a próxima segunda-feira, dia 12.
Neste sábado, 18h30, é a vez da Noite dos Movimentos Marianos, com os noiteiros: Terço dos Homens e das Mulheres, Legião de Maria, Mãe Rainha e Mães que oram pelos filhos. Às 19h30, haverá a Santa Missa, com o Canto: Ministério Servos da Rainha.
No domingo, 11, às 9h00, haverá a Santa Missa presidida pelo Arcerbispo Dom Beto Breis, com o Canto: Coral Nossa Senhora Aparecida. A novena será às 16h e às 17h00, Santa Missa com o Canto: Ministério Shekinah Noiteiros: Com. Santo Antônio e Com. Santuário do Coração Eucarístico de Jesus. Após a missa show com a Comunidade Shalom.
Na segunda-feira, dia 12, é a vez da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida. Às 8h00, Laudes Solene, às 9h00, Missa Solene com o Canto: Coral La Salete Noiteiros: Padrinhos e Madrinhas da Festa.
Às 16h00, Santa Missa com o Canto: Coral Santa Teresinha Música, seguida da Procissão com o Ministério Ruah. Para finalizar, no dia 17, haverá a festa das crianças, após a missa das 15h00.
O Dia de Nossa Senhora Aparecida é celebrado em 12 de outubro. É um feriado nacional, estabelecido pela Lei Federal nº 6.802, de 30 de junho de 1980.
A celebração remonta a 1717, quando pescadores encontraram a imagem da santa nas águas do Rio Paraíba do Sul. Mossa Senhora Aparecida foi proclamada Padroeira do Brasil, pela Igreja Católica. A data oficial de festividade em 12 de outubro foi fixada em 1953, sendo comemorada pela primeira vez no dia 12 de outubro do ano seguinte.
DISCÓRDIA
Polêmica e muita discussão sobre a santa no Brasil
A disputa política e jurídica envolvendo o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a indicação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ocupou boa parte dos debates na reta final de campanha do primeiro turno das eleições.
A controvérsia teve origem na circulação de conteúdos digitais, desdobrou-se em acusações contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e gerou decisões conflitantes entre a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).
A polêmica ganhou força após a divulgação de mensagens que associavam Flávio Bolsonaro a uma iniciativa para alterar o status da imagem religiosa. O caso gerou manifestações públicas do candidato, respostas formais da Igreja Católica e disputas judiciais sobre os limites da liberdade de expressão.

As publicações veiculadas nas redes sociais fizeram referência a uma proposta legislativa real, embora antiga e arquivada. Trata-se do Projeto de Lei 2.623 de 2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (MT), à época filiado ao MDB. A proposta pretendia alterar a Lei 6.802 de 1980, que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro, para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O projeto de Galli foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivado definitivamente em agosto de 2008. Anos mais tarde, Galli aliou-se ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser nomeado assessor especial da Presidência da República.
Apesar de o projeto ter sido autoria de um aliado político do grupo bolsonarista, Flávio Bolsonaro declarou, em vídeos, que não possui qualquer projeto para alterar o título da padroeira e classificou as acusações como informação falsa.
Mais lidas
-
1Em agosto
TRE/AL alerta: prazo para solicitar voto em trânsito no segundo turno já terminou
-
2Intubado
Segurança de Deolane Bezerra é internado às pressas em estado grave após sofrer convulsão
-
3Ah, o amor...
Quem é Noé, namorado da mãe de Eliana, 63 anos mais novo que ela, que chocou jornalista Leo Dias
-
4Luto
Filha de ídolo do CRB é morta a tiros no Poço, em Maceió
-
5Relocamento
Após eleições: Paulo Dantas promove mudanças no comando de duas secretarias de Alagoas





