Cidades
MPAL faz acordo com responsáveis por desmatamento flagrado pela FPI
Os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) celebrados pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) com os responsáveis por desmatamentos ilegais flagrados no município de Traipu, durante a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, resultaram em apoio e direcionamento de recursos que fortalecem o trabalho de proteção ambiental.
Na FPI, as equipes de fiscalização da cobertura vegetal confeccionaram relatórios de autuações pertinentes à supressão de vegetação e outras irregularidades. Em seguida, a Promotoria de Justiça de Traipu, com apoio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL, ajuizou diversas ações de cunho cível e criminal. Como resultado, foram efetuados acordos, por meio de TACs.
“Com isso, conseguimos contemplar órgãos e entidades que laboram na defesa do meio ambiente. Os termos preveem a reparação ambiental das áreas degradadas e também diversas iniciativas que culminam com o avanço na proteção do meio ambiente”, apontou o promotor de Justiça Kléber Valadares, coordenador do Núcleo.
Segundo ele, um desses acordos resultou na aquisição de uma propriedade destinada ao Instituto SOS Caatinga, no valor de R$ 40 mil, e que se situa em terreno adjacente à atual sede do Instituto, em São José da Tapera, que servirá para os trabalhos de soltura de animais resgatados, monitoramento das espécies e demais ações de salvaguarda.
Outro acordo, conforme o promotor de Justiça, prevê a destinação de R$ 35 mil para o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e mais R$ 35 mil para o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) para aquisição de equipamentos voltados às atividades de fiscalização.
“Além disso, também foi celebrado acordo com outro requerido em que a quantia de R$ 100 mil foi para a construção de um Núcleo de Educação Ambiental na sede do BPA, situada no Catolé, em Maceió”, acrescentou Kléber Valadares. “Todas essas iniciativas terão o condão de produzir avanços na proteção do meio ambiente e combate aos crimes ambientais”, assegurou.
Os acordos que contemplam o Instituto SOS Caatinga, o IMA e o BPA ocorreram com a participação do então promotor de Justiça substituto de Traipu, Bruno Baptista, enquanto o último, a respeito da construção do Núcleo de Educação Ambiental, foi celebrado com anuência do promotor de Justiça designado para Traipu, Eládio Estrela.
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