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Além do currículo: 6 habilidades que ajudam a conquistar uma vaga

Por Assessoria 31/08/2026 12h47
Além do currículo: 6 habilidades que ajudam a conquistar uma vaga
Entrevista de emprego - Foto: Imagem ilustrativa


Dados do Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostram que resiliência, flexibilidade e agilidade são consideradas competências essenciais por 67% dos empregadores ouvidos, enquanto liderança e influência social aparecem com 61%, motivação e autoconsciência com 52% e empatia e escuta ativa com 50%.

O professor do curso de Administração da Afya Unima, Marco André, explica que “as empresas precisam de profissionais que, além de conhecerem sua área, consigam lidar com pessoas, mudanças, pressão e situações que nem sempre têm uma resposta pronta. O conhecimento técnico continua sendo necessário, mas a forma como a pessoa utiliza ele e se comporta no ambiente de trabalho também influencia seus resultados”.

Confira 6 dicas essenciais para entender e desenvolver essas habilidades, garantindo o diferencial que pode definir sua contratação:

1. Entenda que o conhecimento técnico é indispensável, mas não suficiente

Saber executar uma tarefa continua sendo fundamental, mas a forma como você se comporta no ambiente profissional e interage com os colegas influencia diretamente seus resultados.

2. Cultive o equilíbrio emocional sem tentar reprimir sentimentos

Ter inteligência emocional não significa esconder o que sente ou demonstrar perfeição o tempo todo, mas sim saber administrar frustrações e reagir com consciência diante de divergências ou momentos de pressão.

“No ambiente de trabalho, não basta apenas saber executar uma tarefa. É preciso também compreender como lidar com frustrações, mudanças, diferenças de opinião e situações de pressão. Essas habilidades influenciam diretamente a forma como o profissional se posiciona e constrói suas relações”, destaca a psicóloga e professora da Afya Garanhuns, Mirelle Burgos.

3. Pratique essas habilidades desde a formação acadêmica

Trabalhos em equipe, apresentações, projetos de extensão e desafios práticos durante a faculdade são excelentes oportunidades para treinar comunicação, empatia e negociação antes de encarar o mercado.

O professor Marco André ressalta o valor desse aprendizado prático. “Se a formação proporciona situações próximas da realidade profissional, cria oportunidades para desenvolver essas habilidades”.

4. Invista em autoconhecimento e na busca contínua por feedbacks

O desenvolvimento comportamental não termina com o diploma de graduação. Ele exige um processo diário de autorreflexão e abertura para evoluir com base na percepção dos outros.

Segundo a psicóloga Mirelle Burgos, “as competências socioemocionais podem e devem ser desenvolvidas ao longo da vida. Buscar feedback, refletir sobre a própria postura e se permitir vivenciar situações diferentes são caminhos importantes para esse processo. Quanto maior a capacidade de se conhecer, mais condições a pessoa tem de compreender seus pontos fortes e identificar aspectos que ainda precisa melhorar”.

5. Na entrevista, troque adjetivos soltos por exemplos reais de conduta

No momento da seleção, dizer apenas que você é proativo, comunicativo ou bom em trabalhar em equipe não é suficiente. O segredo é contar histórias reais que comprovem como você agiu em situações passadas.

A orientação do professor Marco André para a entrevista é clara: “Não tente apenas dizer suas qualidades. Tenha exemplos reais que mostrem isso. Na minha experiência com seleção, uma situação bem contada, mostrando como você agiu e o que aprendeu, diz muito mais sobre suas competências do que simplesmente enumerá-las.”

6. Aposte na autenticidade e mostre o que aprendeu com as dificuldades

Tentar construir a imagem de um candidato "perfeito" pode passar uma impressão irreal. Demonstrar maturidade ao reconhecer falhas e explicar o aprendizado gerado por experiências difíceis transmite confiança e capacidade de desenvolvimento.

“Muitas vezes, falar sobre uma dificuldade enfrentada, explicar como lidou com ela e o que aprendeu com aquela experiência pode demonstrar maturidade, autoconhecimento e capacidade de desenvolvimento”, orienta Mirelle Burgos.

Em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, o conhecimento técnico continua sendo fundamental, mas já não é o único fator capaz de diferenciar um candidato. Desenvolver a comunicação, a capacidade de trabalhar em equipe, a adaptação às mudanças e o equilíbrio emocional pode fazer diferença não apenas no momento da entrevista, mas também na construção de uma trajetória profissional mais preparada para os desafios do mercado.