Cidades

Alagoas em alerta por aumento de casos de síndrome respiratória grave

Fiocruz aponta crescimento entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos no estado

Por Tribuna Hoje com Fiocruz 29/08/2026 09h47
Alagoas em alerta por aumento de casos de síndrome respiratória grave
Médicos recomendam vigilância reforçada contra SRAG - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


Alagoas está entre os três estados brasileiros que apresentam nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento dos casos nas últimas semanas. O cenário foi apontado pela nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz nessa quinta-feira (27).

A análise considera os registros da Semana Epidemiológica 33, entre os dias 16 e 22 de agosto. Além de Alagoas, Mato Grosso e Roraima apresentam incidência de SRAG nesses níveis e sinal de aumento na tendência de longo prazo.

Crianças concentram aumento

Em Alagoas, o crescimento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O boletim aponta que ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar qual vírus está provocando o aumento no estado.

Segundo os pesquisadores, considerando o cenário epidemiológico nacional e a faixa etária atingida, o crescimento pode estar relacionado principalmente ao rinovírus e, em menor proporção, ao metapneumovírus.

No cenário nacional, também foi identificado um leve aumento de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, associado principalmente ao rinovírus.

Outros vírus influenciam internações

Entre as crianças menores de dois anos, a redução dos casos de SRAG está relacionada principalmente à queda das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

Nas demais faixas etárias, a diminuição dos casos é atribuída principalmente à redução das internações causadas pelo vírus influenza.

Além de Alagoas, outros oito estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,4% de influenza A, 8,2% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 38,3% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19) 19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 16,5% de influenza A, 18% de influenza B, 24% de vírus sincicial respiratório, 32% de rinovírus e 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 141.009 casos de SRAG, sendo 76.126 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 49.389 (35%) negativos, e ao menos 7.392 (5,2%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,9% de influenza A, 5,4% de influenza B, 42% de vírus sincicial respiratório, 30,4% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 4,4% de influenza A, 8,2% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 38,3% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 141.009 casos de SRAG, sendo 76.126 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 49.389 (35%) negativos e ao menos 7.392 (5,2%) aguardando resultado laboratorial.

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade há o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.