Cidades

AL freia crescimento populacional e registra apenas 280 novos habitantes

Busca por emprego em outras regiões contribui para a redução, aponta levantamento

Por Tribuna Hoje com agências 29/08/2026 08h05 - Atualizado em 29/08/2026 10h04
AL freia crescimento populacional e registra apenas 280 novos habitantes
Estado chega a 3,22 milhões de moradores; queda na natalidade e migração ajudam a explicar cenário - Foto: Edilson Omena/Arquivo

Alagoas praticamente não cresceu em população no último ano. A nova estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta 3.221.128 habitantes no estado, apenas 280 a mais que em 2025. Em Maceió, o aumento foi de 182 moradores, chegando a 995.134 habitantes.

A capital continua como o município mais populoso de Alagoas. Arapiraca aparece em segundo lugar, com cerca de 243 mil habitantes.

Apesar da pequena variação registrada no último ano, os números mostram uma redução mais significativa quando o período analisado é ampliado. Nos últimos dez anos, Alagoas registrou queda de 4,5% na média do crescimento populacional. Em Maceió, a redução foi de 2,5%.

Êxodo e mudanças econômicas

Para o superintendente do IBGE em Alagoas, um dos fatores que ajudam a explicar a redução populacional é a saída de moradores em busca de oportunidades de trabalho em outras regiões.

Em Maceió, a subsidência do solo também aparece entre os fatores que alteraram a dinâmica populacional de áreas afetadas.

No interior, mudanças econômicas também tiveram reflexos. Segundo especialistas, a crise do setor sucroalcooleiro, principalmente entre 2010 e 2017, atingiu municípios da Zona da Mata que historicamente tinham forte produção de cana-de-açúcar. Essas cidades apresentaram redução da população registrada no último Censo.

Menos filhos

Outro fator apontado pelos especialistas é a redução da taxa de natalidade, fenômeno observado em diferentes partes do mundo e que também ocorre no Brasil.

A diminuição do número de filhos tem sido registrada inclusive entre as camadas de menor renda. Segundo a análise apresentada pelo IBGE, mulheres jovens e com menor escolaridade também estão tendo menos filhos em comparação com gerações anteriores.

O resultado é um crescimento populacional cada vez menor, que pode levar alguns municípios à estagnação ou até à redução do número de habitantes.