Cidades

PGE aponta risco de colapso em rampas do Estádio Rei Pelé, em Maceió

Laudo recomenda interdição parcial e adoção de medidas emergenciais para garantir a segurança no local

Por Tribuna Hoje 26/08/2026 11h43
PGE aponta risco de colapso em rampas do Estádio Rei Pelé, em Maceió
Estádio Rei Pelé - Foto: Assessoria

A Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE-AL) identificou problemas estruturais que podem comprometer a segurança das lajes superiores das rampas 2 e 3 do Estádio Rei Pelé, conhecido como “Trapichão”, em Maceió. A informação consta em publicação feita no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (26).

Segundo a Procuradoria, um laudo técnico concluído em junho pelo Consórcio High Tech-Progetto apontou a necessidade de intervenções na estrutura. O documento foi encaminhado à Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude (Selaj), responsável pela administração do estádio, com a recomendação de interdição parcial das duas rampas.

Entre as medidas indicadas pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital estão o escoramento temporário das lajes e a desocupação dos alojamentos 29, 31 e 36, localizados no Setor 5. Também foi recomendada a adoção de outras providências técnicas consideradas necessárias para preservar a segurança de quem utiliza o estádio.

A PGE-AL também destacou a necessidade de intervenções em outros pontos do Rei Pelé. Entre elas estão reparos considerados urgentes no Setor 4 e obras de recuperação e reforço da laje da chamada “ferradura”, no Setor 2.

De acordo com a Procuradoria, a avaliação técnica dessas situações cabe à Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), que também deverá definir as ações preventivas e corretivas necessárias.

A PGE informou ainda que os laudos elaborados anteriormente não devem ser utilizados para analisar os problemas apontados no estudo mais recente.

A Selaj foi procurada e informou que se pronunciaria por meio de nota. Até a publicação desta reportagem, porém, o posicionamento não havia sido encaminhado.

Enquanto não houver uma conclusão técnica confirmando a realização das medidas emergenciais e a segurança dos espaços, a Procuradoria orientou que a Selaj mantenha as áreas interditadas sem acesso ou utilização.