Cidades
Eventos causam transtornos na Orla de Maceió
Integrantes de associação de moradores cobram ações da prefeitura para que organize região
Os membros da Associação dos Residentes da Orla de Maceió (Arbom) estão cobrando, do poder público municipal, ações no sentido de priorizar também o bem-estar dos moradores da orla da capital. Conforme a associação, apenas os turistas e ambulantes são vistos como prioridades.
Conforme a presidente da Arbom, Maria Lúcia Oiticica, os moradores estão sofrendo constantemente com problemas decorrentes de eventos na orla. Junto aos moradores, ela listou alguns. Dentre os quais, poluição sonora dos eventos, segundo os membros, em níveis elevados, especialmente quando os eventos têm trios elétricos.
“Algumas barracas e restaurantes na orla também não respeitam o nível sonoro. Todo empreendimento deve obedecer ao impacto nocivo na vizinhança e respeitar as normas de poluição sonora noturna e diurna. Aos domingos, dia de descanso, tudo piora. As bandas são inúmeras e tocam com um barulho absurdo”.
Ainda conforme a Arbom, as pessoas que frequentam as academias ao ar livre e os eventos esportivos a céu aberto deveriam colocar megafones ou aparelhos sonoros somente após as 8 horas da manhã.
“Inacreditável que às 5 horas da manhã, centenas de pessoas já estejam com sons ligados em volumes totalmente descontrolados. Na realidade deveria proibir caixas de som em qualquer hora já que as pessoas não sabem respeitar a privacidade dos demais”.
A presidente da Arbom também chamou a atenção para os banhos de lua que ficam com os barcos na orla com sons altos até meia noite. E para piorar, completou Maria Lucia Oiticica, as músicas são de baixa qualidade e com muito palavrões.
“As feiras devem ser proibidas e não incentivadas na Avenida Silvio Viana. Cadê o ordenamento da orla? Tiraram o estacionamento para fazer feira. Nem mesmo carros de aplicativo ou até mesmo ambulâncias conseguem passar pela via. Ficou complicado justamente para quem mais precisa”, justificou.
A Arbom defende o retorno dos estacionamentos do canteiro da Avenida Silvio Viana para que as pessoas possam desfrutar da praia, além de melhorar a acessibilidade dos cadeirantes.
“Estrangularam os estacionamentos das outras ruas, o que aumentou a insegurança uma vez que as ruas estão escuras e os carros cada vez mais longe dos seus proprietários. A orla está precisando de melhor planejamento”, defendeu.
Quanto aos food trucks nas praças, apontou Maria Lucia Oiticica devem ser retirados. De acordo com ela, esse tipo de comércio gera sujeira, lixo e cheiro de gordura.
“Os food trucks deveriam ser padronizados e terem seus tamanhos e padrões limitados. Do jeito que está, cada um faz o que quer. Ao final do expediente, está tudo absurdamente sujo. Nem os consumidores, nem os proprietários das barracas prezam pela limpeza. Os food trucks são comércio de pessoas esclarecidas, não de necessitados. Eles concorrem com quem paga impostos, paga seus pontos e tem fiscalização”, reclamou.
Isso sem falar nos patinetes, continuou a presidente da Arbom. Ela contou que estão andando nas pistas, mesmo com fluxo intenso de trânsito e circulam, inclusive, pela contramão.
“A praia, que é de todos, virou apenas ponto de comércio. As barracas de praia ocupam todo o espaço da areia com suas cadeiras e sombrinhas para alugar. Caso uma pessoa resolva ir à praia com sua família, não tem sequer espaço para montar sua própria sombrinha. Faltam também mais lixeiras na orla”.
No quesito meio ambiente, a Arbom também pediu à melhoraria das línguas sujas que viraram verdadeiros depósito de coliformes fecais nas praias. “Geralmente todo dia um trator abre essas línguas sujas, solta essa água podre para o mar e depois fecha. O resultado? Todas as nossas praias urbanas estão impróprias para o banho”, salientou.
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