Cidades

Hospital da Mulher nega negligência em morte de paciente

Unidade afirma que assistência seguiu protocolos médicos desde o parto cesáreo e informa que prontuário está disponível para a família mediante solicitação

Por Tribuna Hoje 26/06/2026 11h00
Hospital da Mulher nega negligência em morte de paciente
Laila Kamyle, de 18 anos, morreu no último sábado, 20 - Foto: Arquivo Pessoal

A direção do Hospital da Mulher de Alagoas divulgou uma nota de esclarecimento para contestar a denúncia de negligência no atendimento prestado à paciente Laila Kamyle, de 18 anos, morreu no último sábado, 20, após complicações clínicas. Segundo a unidade, toda a assistência foi realizada conforme os protocolos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

De acordo com o hospital, a paciente deu entrada na unidade no dia 11 de junho último para avaliação obstétrica. No mesmo dia, foi internada e submetida a uma cesariana.

Após o parto, ela apresentou um quadro de hemorragia, identificado pela equipe multiprofissional. Conforme a direção, o tratamento foi iniciado imediatamente, seguindo os protocolos clínicos. A paciente recebeu alta médica dois dias depois e permaneceu no hospital até 15 de junho para acompanhar o filho, que ficou internado após ser diagnosticado com citomegalovírus.

Segundo o prontuário médico, dias após deixar o hospital, Laila Kamyle procurou atendimento em uma unidade de saúde do município onde residia, relatando constipação intestinal. Ela foi medicada e liberada.

Ainda conforme o hospital, posteriormente a paciente retornou à mesma unidade apresentando taquicardia e hipotensão. Diante do quadro clínico, a equipe solicitou a transferência por meio da Central Estadual de Regulação.

A direção informou ainda que a paciente foi encaminhada ao Hospital da Mulher com diagnóstico de choque séptico, sendo internada imediatamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após estabilização, foi submetida à avaliação do Serviço de Obstetrícia, que indicou a realização de cirurgia.

O procedimento foi realizado no mesmo dia e, em seguida, a paciente retornou à UTI. Durante a internação, o quadro clínico evoluiu com necessidade de uso de drogas vasoativas. Segundo a nota, a paciente morreu quatro dias após a intervenção cirúrgica.

Prontuário pode ser solicitado

Na nota, a direção do Hospital da Mulher comunicou que se solidariza com os familiares e colocou a unidade à disposição para prestar esclarecimentos.

O hospital também informou que o prontuário médico pode ser solicitado por um parente de primeiro grau na recepção da unidade. Conforme a direção, o documento será disponibilizado em mídia externa no prazo de até 30 dias, mediante apresentação da documentação do solicitante e da paciente.