Cidades

Trabalhadores da Casal realizam paralisação de advertência nesta sexta-feira (26)

Por Tribuna Hoje com assessoria 25/06/2026 13h00 - Atualizado em 25/06/2026 13h03
Trabalhadores da Casal realizam paralisação de advertência nesta sexta-feira (26)
Mobilização cobra avanços no Acordo Coletivo, melhores condições de trabalho e esclarecimentos sobre recursos das concessões de saneamento - Foto: Ascom Urbanitários

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizam nesta sexta-feira (26) uma paralisação geral de advertência em protesto contra a falta de avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e o que classificam como um processo de sucateamento da empresa pública.

A mobilização está marcada para começar às 8h, com concentração em frente à sede da companhia, no Centro de Maceió. O ato também contará com a participação de caravanas de trabalhadores de diversas regiões do interior do estado.

De acordo com a presidenta do Sindicato dos Urbanitários, Dafne Orion, a paralisação foi motivada pela ausência de propostas concretas da direção da Casal durante a última rodada de negociações, realizada no dia 22 de junho.

Segundo a dirigente sindical, a categoria esperava avanços nas reivindicações apresentadas pelos servidores, especialmente em relação à valorização profissional e às cláusulas econômicas do acordo coletivo. No entanto, conforme relatou, a empresa não apresentou respostas satisfatórias aos pleitos da categoria.

Além das questões salariais, os trabalhadores denunciam o que consideram um processo de “sucateamento e desmonte institucional” da companhia. A categoria afirma que a atual gestão tem promovido medidas que enfraquecem a estrutura da empresa e comprometem sua capacidade operacional.

Dafne Orion também questionou a justificativa apresentada pela direção da Casal de que não existem recursos suficientes para conceder reajustes considerados adequados pelos trabalhadores. Segundo ela, é necessário esclarecer como estão sendo administrados os recursos obtidos com as recentes concessões dos serviços de saneamento no estado.

A dirigente ressaltou ainda que a categoria cobra um posicionamento do Governo de Alagoas, acionista majoritário da companhia, sobre a situação financeira da empresa e o futuro dos trabalhadores.

Outro ponto destacado pelo movimento sindical é a precarização das condições de trabalho nas unidades operacionais. Segundo os trabalhadores, problemas estruturais têm afetado diretamente a saúde, a segurança e a qualidade das atividades desempenhadas diariamente.

A categoria reivindica a garantia dos direitos conquistados, melhorias imediatas na infraestrutura dos locais de trabalho e a retomada efetiva das negociações, com a apresentação de propostas concretas por parte da diretoria da Casal.

Os sindicalistas afirmam que a paralisação tem caráter de advertência e busca chamar a atenção da gestão da empresa e das autoridades estaduais para as demandas dos trabalhadores.