Cidades
Sucateamento e desvalorização levam trabalhadores da Casal a realizar paralisação
Categoria decidiu deflagrar paralisação de advertência para o dia 26 de junho
Em assembleia realizada no dia 16 de junho, os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas – Casal, decidiram deflagrar uma paralisação de advertência para o dia 26 de junho. O movimento visa chamar a atenção da sociedade e do Governo do Estado para a crise enfrentada pela empresa, denunciar a atual direção da Casal pelo que classificam como um processo deliberado de desmonte da estatal e de desvalorização da categoria.
A decisão reflete o descontentamento dos trabalhadores diante das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, de um cenário de precarização das condições de trabalho e da estratégia de alienação de bens da companhia, com destaque para a possível venda do prédio sede, imóvel considerado um patrimônio histórico e afetivo do povo alagoano.
Segundo o Sindicato, a atual direção da Casal está promovendo um processo de “sucateamento” com o objetivo de desvalorizar a empresa para justificar uma eventual privatização total.
“A missão da Casal é levar água potável, um direito humano fundamental, à população mais vulnerável, que a lógica do lucro privado costuma ignorar. A entrega do patrimônio da empresa e a falta de investimentos crônicos são etapas de um projeto que coloca em risco a soberania sobre o serviço de abastecimento no estado”, destaca Dafne Orion, presidenta dos Urbanitários.
Além da pauta de resistência contra a privatização, os trabalhadores denunciam a exclusão da categoria em relação a outros setores do funcionalismo público estadual. Segundo o Sindicato, enquanto outros servidores foram contemplados com reajustes e melhorias, os trabalhadores da Casal enfrentam um “tratamento injusto e humilhante”.
A paralisação também serve como um alerta sobre os impactos da privatização parcial do saneamento já vivenciada em Alagoas. De acordo com o Sindicato, o modelo tem gerado resultados negativos, tais como:
Tarifas abusivas: Aumento no valor das contas de água, impactando o orçamento das famílias de baixa renda.
Qualidade do serviço: Relatos crescentes de falta de abastecimento e descaso operacional.
Insatisfação popular: Frequência de protestos em comunidades diversas, que se sentem desassistidas pelo modelo atual.
A categoria reforça que a água é um “bem comum e não uma mercadoria”. Por meio do movimento, os trabalhadores pedem que o Governo do Estado de Alagoas interrompa o desmonte, promova a valorização profissional e garanta a manutenção da Casal como uma empresa 100% pública.
“Defender a Casal é defender a vida, a dignidade e o futuro de Alagoas”, conclui a presidenta Dafne Orion, reforçando que o controle público é a única forma de assegurar que o acesso à água seja pautado pela justiça social, e não exclusivamente pela capacidade de pagamento do cidadão.
Mais lidas
-
1Ele é o poder!
O que está por trás da fortuna de R$ 5,6 bilhões de Lionel Messi?
-
2Mortes, casamentos e mais
O que acontece no último capítulo e todos os desfechos de Guerreiros do Sol
-
3Mistério criminal
Final explicado de Perdendo o Juízo: Quem é a assassina?
-
4Goleiro gato!
Goleiro da Nigéria vira fenômeno nas redes sociais após arrancar suspiros de famosas
-
5Sedução e vingança
O Polígamo! A série sul-africana que transforma aparência em arma de destruição





