Cidades
Venda de milho dispara e preço da mão tem redução
Valor do produto, de acordo com comerciantes é menor que o do ano passado
Para quem faz questão de comprar o milho in natura, um dos melhores endereços, na capital, para a aquisição do cereal é a Praça Afrânio Jorge, popularmente conhecida como Praça da Faculdade, no bairro do Prado. Afinal, no mês mais nordestino do ano, o milho é a estrela da mesa farta.
A oferta está numerosa e os fregueses podem escolher a “mão” de milho, quantidade equivalente a 50 espigas, ao valor de R$ 36,00 ou R$ 50,00 dependendo do tamanho e da qualidade do produto.
Durante o mês de junho, Marcos Vinicius Bezerra Passos compra milho todos os dias. Sem se preocupar com o cozimento do alimento e querendo praticidade, ele já compra o milho cozido. A espiga sai R$ 3,00. A unidade da canjica custa R$ 6,00 e o milho assado é comprado por R$ 4.
Principal ingrediente da culinária junina, o milho cuja espiga crua ainda verdinha é o pedido mais frequente, está espalhado por toda a praça.
Como a maioria dos comerciantes da Praça da Faculdade vende também o milho já cozido, assado e a canjica, a compra é certa. Basta escolher o que melhor agrada.
Os comerciantes chamaram a atenção para o fato de a “mão” de milho estar esse ano mais barata do que no ano passado, quando era vendida a R$ 60,00. No local, esperando escoar todos os produtos, vendedores – vindos do interior do estado e até de Pernambuco.
O milho já está disponível na Praça da Faculdade desde o início do mês. No entanto, nos próximos dias a procura fica ainda mais aquecida com devido às vésperas de São João e São Pedro.
Cliente assíduo, Fernando Jorge da Silva já fez as compras para o jogo do Brasil com o Haiti hoje. No cardápio para assistir à Seleção, canjica. Muita canjica. “Cada um vai levar algo para beliscar durante a partida. A parte que me cabe, já está garantida”.
Comercializando milho há pelo menos 30 anos, está Eliane da Conceição. Com freguesia já certa, conhece a preferência de cada cliente de cor. “Há quem venha aqui todo dia. Outros aparecem nas vésperas dos Santos juninos. Uma coisa é certa, sem milho ninguém quer ficar, então a venda é certa”, contou.
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