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MapBioma aponta que Alagoas registrou queda de 68,4% em desmatamento no ano de 2025

No ranking nacional, o estado é o 8º que menos desmata, apresentando um dos maiores recuos do país

Por Raissa Matias / Ascom IMA/AL 29/05/2026 02h36 - Atualizado em 29/05/2026 04h27
MapBioma aponta que Alagoas registrou queda de 68,4% em desmatamento no ano de 2025
O estado aparece na 20ª posição do ranking nacional do desmatamento - Foto: Neno Canuto / Agência Alagoas

Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pela plataforma MapBiomas, revelam que Alagoas registrou uma redução de 68,4% no desmatamento em 2025, apresentando um dos maiores recuos proporcionais do país no período analisado. Nesse contexto, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) tem atuado de forma efetiva para evitar a supressão vegetal.

Segundo o relatório, foram desmatados 871 hectares (ha) de vegetação nativa em Alagoas ao longo do último ano, o equivalente a aproximadamente 1.220 campos de futebol oficiais. O número representa apenas 0,1% da área desmatada no Brasil, que chegou a 984.794 ha. Essa é a primeira vez desde 2019 que o país registra menos de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano.

O estado aparece na 20ª posição do ranking nacional e responde por apenas 0,4% dos alertas validados em território nacional. O resultado coloca Alagoas como o 8º estado que menos desmata no país, consolidando um dos maiores recuos proporcionais registrados em 2025 e representando um avanço significativo na redução da devastação ambiental.

Vetores de pressão

Os dados são elaborados a partir da validação e refinamento dos alertas de desmatamento, como explica o coordenador de Geoprocessamento do IMA/AL, Daniel da Conceição: “durante o processo de validação e refinamento dos alertas é realizada uma análise das causas do desmatamento com base na observação da área desmatada e seu entorno, os chamados vetores de pressão. Eles podem ser: agropecuária, aquicultura, expansão urbana, mineração, garimpos, estradas, empreendimentos de energia renovável, reservatórios/açudes ou eventos climáticos extremos. A agropecuária é o principal vetor, assim como é a realidade do nosso estado”, destacou.

Áreas de conservação

Do total desmatado no Brasil em 2025, cerca de 4,7% ocorreu dentro de Unidades de Conservação (UCs). Em Alagoas, os alertas aparecem em UCs de uso sustentável, como as Áreas de Proteção Ambiental (APA), que permitem atividades de produção rural em propriedades privadas. Os registros ocorreram tanto no bioma Caatinga quanto na Mata Atlântica.

Políticas públicas e fiscalização

A redução é resultado direto do fortalecimento das políticas públicas de combate ao desmatamento em Alagoas, por meio de operações integradas de fiscalização do IMA/AL em parceria com outros órgãos. Essas ações incluem programas contínuos de conscientização e educação ambiental junto à população e aos empreendedores.

Outro fator importante é o controle ambiental realizado por meio do licenciamento e das autorizações de supressão vegetal emitidas de forma regular. Esse acompanhamento garante que atividades permitidas por lei ocorram dentro dos critérios técnicos e ambientais exigidos, evitando intervenções ilegais e reduzindo os impactos sobre a vegetação nativa.

“Além das ações de fiscalização, o monitoramento por imagens de satélite e o cruzamento com bases de dados ambientais têm ampliado a capacidade de resposta do órgão, possibilitando identificar áreas desmatadas com mais rapidez e direcionar operações de campo de forma mais eficiente”, completou Daniel da Conceição.

Compromisso com a sustentabilidade

O diretor-presidente do IMA/AL, Gustavo Lopes, ressaltou que o resultado deve ser comemorado e servir de exemplo: “esses dados mostram que estamos avançando no combate ao desmatamento, fruto de um trabalho contínuo desenvolvido pelo IMA/AL em parceria com outros órgãos e com a sociedade. Isso demonstra como ações de fiscalização, monitoramento, educação ambiental e licenciamento, realizados de forma responsável, têm contribuído para a preservação dos nossos recursos naturais, garantindo o desenvolvimento aliado à sustentabilidade para as futuras gerações”, finalizou.