Cidades

MPF reúne lideranças e representantes do Programa Nosso Chão, Nossa História para discutir demandas

Encontro aproximou representantes do Bom Parto e da população em situação de rua do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais e do UNOPS para construção de ações voltadas à reparação social

Por Ascom MPF/AL 26/05/2026 10h18
MPF reúne lideranças e representantes do Programa Nosso Chão, Nossa História para discutir demandas
Encontro aproximou representantes do Bom Parto e da população em situação de rua - Foto: Ascom MPF/AL

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas promoveu, na última sexta-feira (22), uma reunião entre representantes da Associação de Moradores do Bom Parto, do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, do Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), responsável pela implementação do Programa Nosso Chão, Nossa História.

Sob a coordenação das procuradoras da República Julia Cadete e Roberta Bomfim, o encontro teve como objetivo buscar encaminhamento para as demandas apresentadas no âmbito do Projeto Vozes da Mundaú, espaço permanente de escuta promovido pelo MPF junto às comunidades atingidas pelo desastre socioambiental causado pela mineração em Maceió. As reivindicações foram levadas tanto pela Associação de Moradores do Bom Parto quanto pelo movimento da população em situação de rua.

Durante a reunião, representantes do CGDE e do Unops apresentaram projetos já em execução e novas iniciativas previstas no Programa Nosso Chão, Nossa História, voltadas à reconstrução dos vínculos comunitários, fortalecimento das organizações sociais, geração de renda, saúde mental comunitária, comunicação popular, esporte, cultura e apoio psicossocial.

Entre os encaminhamentos debatidos, esteve o fortalecimento da comunicação entre o programa e as lideranças comunitárias, inclusive por meio de rádios comunitárias, grupos locais e outros instrumentos de comunicação popular utilizados nos territórios. Também foi discutida a necessidade de ampliar a divulgação das vagas e ações ofertadas pelos projetos, garantindo maior alcance às populações atingidas.

Outro ponto tratado foi a construção de projetos específicos voltados à população em situação de rua, com previsão de metodologias participativas e formação cidadã direcionada às pessoas impactadas pelo desastre socioambiental. As propostas incluem ações de busca ativa, processos formativos contínuos e a criação de instâncias participativas com representação do próprio movimento social.

Também foram discutidas estratégias para fortalecer associações comunitárias e iniciativas locais de reparação socioambiental, buscando assegurar maior participação das lideranças dos bairros atingidos na elaboração e execução das ações apoiadas pelo programa.

Ao longo da reunião, o MPF destacou a importância do diálogo contínuo com as comunidades e da construção conjunta de soluções, reconhecendo a complexidade do processo de reparação e a necessidade permanente de aprimoramento das iniciativas em andamento.