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Após 14 meses, morre piloto alagoano baleado em operação no Rio

Por Tribuna Hoje com agências 18/05/2026 11h28
Após 14 meses, morre piloto alagoano baleado em operação no Rio
Felipe Marques teve passagem de destaque pela aviação da Segurança Pública de Alagoas - Foto: Arquivo Pessoal


O policial civil e piloto Felipe Marques Monteiro morreu nesse domingo (17), após mais de um ano internado em decorrência de um disparo de fuzil sofrido durante uma operação policial no Rio de Janeiro. Ex-comandante de aeronaves da Segurança Pública de Alagoas, ele tinha 45 anos.

Felipe foi baleado no dia 20 de março de 2025 enquanto atuava como copiloto de um helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a Operação Torniquete, realizada na comunidade Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. A aeronave dava apoio aéreo à ação quando criminosos atiraram contra o helicóptero e o policial foi atingido na região da testa.

Socorrido em estado grave, Felipe foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. O policial passou por diversas cirurgias ao longo dos últimos 14 meses, incluindo procedimentos para retirada de hematoma e reconstrução craniana. Em determinado período, chegou a receber alta para reabilitação, mas voltou a ser internado após complicações clínicas e infecções.

A morte foi confirmada pela família nas redes sociais. Em nota publicada pela esposa, Keidna Marques, familiares destacaram a luta enfrentada pelo policial desde o atentado.

Felipe Marques teve passagem pela aviação da Segurança Pública de Alagoas, onde atuou em operações e missões de apoio aéreo. Colegas das forças de segurança repercutiram a morte do piloto e lembraram a trajetória construída na corporação.

Operação mirava quadrilha no Rio

A operação em que Felipe foi baleado tinha como alvo integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de vans no Rio de Janeiro. Durante a ação, houve troca de tiros na comunidade e o helicóptero da Polícia Civil acabou atingido.

O Governo do Rio de Janeiro divulgou nota de pesar lamentando a morte do policial e destacou a atuação dele na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).