Cidades
CGJ inspeciona comarcas de Anadia, Boca da Mata, Pilar e Santa Luzia do Norte
Magistrados reforçam a importância da utilização dos painéis de monitoramento dos Índices de Atendimento à Demanda (IAD) e do tempo médio de tramitação processual
A Corregedoria Geral da Justiça de Alagoas realizou, nesta quarta-feira (13), inspeções nas comarcas de Anadia, Boca da Mata, Pilar e Santa Luzia do Norte. As atividades foram coordenadas pelos juízes auxiliares Geneir Marques e Kleber Borba, com o objetivo de verificar a regularidade das unidades judiciais quanto ao cumprimento das normas processuais e administrativas, bem como dos prazos estabelecidos pela Corregedoria e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O juiz Kleber Borba ficou responsável pelas unidades judiciárias de Pilar e Santa Luzia do Norte, enquanto o juiz Geneir Marques atuou nas comarcas de Anadia e Boca da Mata. Durante as inspeções, os magistrados analisaram a produtividade coletiva e individual dos servidores, bem como o fluxo processual nos cartórios e gabinetes.
“Mais do que instrumento de fiscalização, as inspeções constituem importante mecanismo de orientação institucional. Durante os diálogos promovidos nas comarcas, a Corregedoria identifica entraves estruturais e administrativos e propõe medidas de aprimoramento para as unidades, com o intuito de assegurar maior celeridade, eficiência e qualidade na prestação jurisdicional aos cidadãos”, disse o juiz Kleber Borba.
Segundo o juiz Geneir Marques, em Boca da Mata e em Anadia também foram analisadas as metas do CNJ, com a identificação dos principais gargalos que têm dificultado o cumprimento dos indicadores, especialmente da Meta 1, e do percentual de processos baixados.
O magistrado afirma, ainda, que os painéis da Corregedoria foram apresentados de forma organizada, mostrando o acervo de cada unidade e os pontos que precisam de maior atenção, sobretudo em determinadas filas de trabalho. Ao final das inspeções, foi sugerida a elaboração de um plano de trabalho conjunto entre gabinete e cartório, com o objetivo de melhorar a organização das atividades e viabilizar o alcance das metas.
“Analisamos a situação das unidades, identificamos os principais obstáculos ao cumprimento das metas do CNJ e apresentamos orientações para enfrentá-los. As observações foram bem recebidas, e ambas as unidades se comprometeram a colocar em prática o plano de trabalho proposto, para que, até o final de 2026, as metas sejam alcançadas”, explicou o magistrado.
Os juízes da Corregedoria tiveram a colaboração das servidoras Rossane de Melo Teixeira e Patricia Maria Sarmento Lopes, ambas da Divisão de Inspeção e Correição (DIC), e de Michelle Uchôa Moreira e Beatriz Nicacio Medeiros, da Assessoria Especial Judicial (AEJ).
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