Cidades

Família de empresário italiano morto na Praia do Francês cobra júri popular para acusado

Parentes de Fábio Campagnola pedem celeridade no processo e condenação de policial militar da reserva denunciado pelo homicídio

Por Lucas França com Tribuna Hoje com agências 23/04/2026 12h14
Família de empresário italiano morto na Praia do Francês cobra júri popular para acusado
Empresário foi morto por policial da reserva da PM - Foto: Acervo pessoal

Familiares do empresário italiano Fábio Campagnola voltaram a cobrar que o policial militar da reserva José Pereira da Costa, acusado de matá-lo a tiros na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, seja levado a júri popular. A família também pede agilidade da Justiça para que o caso tenha um desfecho com a condenação do réu.

Fábio foi assassinado em janeiro de 2023, em frente à sorveteria de sua propriedade, após uma discussão envolvendo a instalação de um carro de churros nas proximidades do estabelecimento. O acusado responde ao processo em liberdade.

Em entrevista à TV Pajuçara/RECORD, advogados da família afirmaram que a fase processual que tramitou em instâncias superiores já foi concluída e que o caso aguarda o retorno à comarca de Marechal Deodoro para definição da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa dos familiares também mencionou a demora em outro pedido feito pela família: a exumação do corpo do empresário, para que seja cumprido o desejo dele de ser cremado, manifestação deixada ainda em vida. Segundo os advogados, o procedimento segue pendente em razão dos trâmites judiciais.

Passados três anos do crime, a viúva Ana Lúcia Bila reforçou o apelo para que o júri seja marcado. O filho mais velho de Fábio, Dário Campagnola, também reiterou a expectativa de que o caso não fique impune.

Em resposta sobre a cobrança por celeridade, a Justiça informou que o processo tramita regularmente e está em fase de providências preliminares para o julgamento no Tribunal do Júri. Já em relação ao pedido de exumação, o Judiciário esclareceu que o processo cível não interfere no andamento da ação criminal.

A defesa do policial militar da reserva não foi localizada para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.