Cidades
Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins está sem data definida
Clube de Engenharia e Crea/AL cobram início da obra, que evitará enchentes que prejudicam bairro Tabuleiro do Martins
A continuidade das obras da primeira etapa da Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins está dependendo do término de um processo licitatório e da captação de recursos, que giram em torno de R$ 25 milhões. Ao ser reiniciada, a primeira etapa da obra deverá ser concluída dentro de 18 meses. A previsão para o reinício das atividades é de um semestre. Em sua totalidade, a macrodrenagem alcança 42 quilômetros.
As informações foram apresentadas, na tarde de ontem, pelo engenheiro Alexandre Barros da Silva, superintendente de Infraestrutura Hídrica e Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), na sede do Conselho Regional de Engenharia de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL), no Farol, durante o Fórum de Debates sobre a Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins.
O Fórum foi promovido pelo Clube de Engenharia de Alagoas com o apoio do Crea/AL. A discursão técnica contou com representantes do governo do Estado, Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Adedi – Associação das Empresas do Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante. Entre os palestrantes, o professor Vladimir Caramori, da Ufal.
A presidente do Crea/AL e sócia do Clube de Engenharia, Rosa Tenório, mediou o Fórum. Na opinião dela, o projeto está há muitos anos em discussão e a proximidade do inverno aumenta os anseios dos empresários e população atingida porque o prejuízo é certo.
Na avaliação do engenheiro civil e conselheiro do Clube de Engenharia de Alagoas, Josan Leite, a paralisação da macrodrenagem é dos grandes problemas da capital.
“Os riscos de alagamento na região do Salvador Lyra e do Distrito Industrial são altíssimos e necessitam, com a máxima urgência, de ações, no mínimo, mitigatórias, visto a proximidade do inverno”.
Para o conselheiro da Adedi, Jurg Hassenstein, falta emprenho e boa vontade do governo para garantir as mínimas condições de trabalho, especialmente durante o período chuvoso, aos cerca de 130 empresários do Distrito Industrial e aos aproximadamente 5 mil trabalhadores diretos do setor. “É urgente que a macrodrenagem do Tabuleiro do Martins seja uma prioridade para o governo estadual”, frisou.
Conforme a engenheira de agrimensura e segurança no trabalho e presidente em exercício do Clube de Engenharia, Walsyneide Christiane Souza Costa, o evento propõe uma discussão técnica e social sobre as soluções estruturantes necessárias para mitigar os episódios de enchentes que afetam nossa região.
A macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, em Maceió, é um projeto de infraestrutura de longo prazo visando conter enchentes na parte alta, desviando águas da chuva para lagoas (como a do Salvador Lyra) e, futuramente, para o Rio Jacarecica.
A obra, que passou por longos períodos de paralisação desde o início da década de 2010, busca proteger o Polo Industrial Luiz Cavalcante e áreas residenciais.
O objetivo é amortecer o excedente de água da chuva que inunda o Tabuleiro, reduzindo a força da água, através da construção de canal de interligação hídrica entre lagoas e ampliação da capacidade de armazenamento da Lagoa do Salvador Lyra.
O projeto enfrentou anos de atrasos, com paralisações registradas entre 2007 e 2012, impactando moradores e o Distrito Industrial. A obra é considerada, por alguns estudos, uma medida paliativa de alto investimento, que altera o ciclo natural ao aumentar o escoamento superficial em detrimento da infiltração. O controle de enchentes é crucial para o bairro, que é um dos principais polos comerciais e residenciais de Maceió.
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