Cidades
MP/AL vai recorrer de decisão que absolveu Luciana Lins Pinheiro
Ré foi inocentada durante júri popular após ter sido acusada de ser autora intelectual da morte de sua irmã
O Ministério Público do Estado de Alagoas (PM/AL) vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça que absolveu a acusada de ser a autora intelectual da morte da própria irmã. Luciana Pinheiro foi inocentada, ontem (9), durante júri popular, do crime planejado e executado contra a funcionária pública Quitéria Maria Lins Pinheiro. O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió.
O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas atuou na acusação. O crime aconteceu no dia 12 de agosto de 2012. À época, a vítima tinha 54 anos.
O julgamento da acusada e, agora inocentada, aconteceu 12 anos após o julgamento dos autores materiais, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, sobrinho da vítima e seu amigo Mustafá Rodrigues do Nascimento.
À época, ambos foram condenados a 20 anos e 10 meses e 21 anos, respectivamente, pelo crime. Quitéria Maria Lins Pinheiro foi assassinada com cinco tiros, sendo quatro pelas costas e um na nuca.
O julgamento ocorreu após o recurso de apelação do Ministério Público Estadual ser acolhido pelo Tribunal de Justiça que mandou que fosse submetida a novo julgamento, no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital.
Relembre o caso – A servidora pública Quitéria Pinheiro foi assassinada na noite de 12 de agosto de 2012, dentro da sua casa, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, por Mustafá Rodrigues Nascimento, amigo de Exército de Klinger Pinheiro, 20 anos, ambos soldados.
Sobrinho da vítima, Klinger confessou ao delegado Cícero Lima ter contratado Mustafá pelo valor de R$ 1.500 para matar a tia mais velha. A motivação, pelo apurado, de acordo com seu depoimento, seria o débito da sua mãe (que será julgada no próximo dia 9), no valor de R$ 5 mil, contraído junto à vítima.
Um outro amigo de Klinger Pinheiro, também do Exército, teria ido com os dois à casa de Quitéria Pinheiro, mas, segundo seu depoimento, não sabia que seria para matá-la, pois Klinger disse que precisava ir à casa da tia pegar umas roupas e estaria dentro do carro na hora dos disparos.
Ele chegou a ser julgado, em outubro de 2016, mas foi considerado inocente e absolvido. Apesar da versão de Klinger Pinheiro, de que teria ido pagar o débito em cheques, a vítima se negar a receber e começar uma discussão que culminou na barbárie, a polícia apresentou a versão de que o gruo chegou à casa de Quitéria Pinheiro em um veículo EcoSport na cor preta, chamaram pela vítima, entraram e, no jardim, já aconteceram os disparos.
A polícia confirmou que a mãe de Klinger Pinheiro é a autora intelectual sendo o modus operandi (contratação do executor, chegada à casa e execução) montado pelo filho Klinger Pinheiro.
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