Cidades
Elefante-marinho “Leôncio” reaparece no Litoral Sul de Alagoas após um dia desaparecido
Animal segue sendo monitorado por equipes ambientais; população deve manter distância para garantir segurança
O elefante-marinho que vem chamando a atenção de moradores e turistas nas praias de Alagoas foi novamente localizado na manhã desta quarta-feira (25), em uma praia do Litoral Sul do estado. Após passar toda a terça-feira (24) sem ser avistado, o animal voltou a ser identificado pelas equipes de monitoramento.
Batizado de Leôncio, nome escolhido por meio de enquete nas redes sociais do Instituto Biota, o mamífero marinho está na costa alagoana há cerca de duas semanas. Desde então, tem percorrido diferentes trechos do litoral, despertando curiosidade por onde passa.
O primeiro registro do animal ocorreu na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte, onde permaneceu por mais tempo descansando. Em seguida, Leôncio seguiu deslocamento por praias de Maceió até chegar ao Litoral Sul, onde foi localizado mais recentemente.
De acordo com os especialistas, o elefante-marinho está em processo de muda de pelagem — fase natural em que o animal costuma permanecer mais tempo fora da água para descanso, o que explica sua presença frequente na faixa de areia.

Durante todo o período em que está no estado, o animal vem sendo acompanhado de perto por equipes do Instituto Biota e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), que realizam o monitoramento, inclusive com apoio de embarcações, para evitar interferências e garantir a segurança do animal.
As autoridades ambientais reforçam que a população deve manter distância mínima de cerca de 30 metros. A recomendação é fundamental para evitar estresse ao animal, que, apesar de aparentemente dócil, é selvagem e pode reagir caso se sinta ameaçado.
O monitoramento contínuo também busca garantir que Leôncio complete seu ciclo natural de forma tranquila, sem riscos provocados pela aproximação humana. A orientação é que, ao avistar o elefante-marinho, as pessoas evitem contato, não tentem alimentá-lo e acionem os órgãos responsáveis para acompanhamento adequado.
A presença do animal no litoral alagoano segue sendo considerada um fenômeno incomum e reforça a importância da preservação ambiental e do respeito à vida marinha.
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