Cidades
CMEI inicia projeto inovador que visa substituir brinquedos industrializados por artesanais
Proposta prioriza processo de criação das crianças e também prevê resgate de brincadeiras tradicionais
O CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Mestra Virgínia, localizado no bairro Rio Novo, iniciou a construção de uma proposta pedagógica inovadora durante o último encontro de HTPC (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo). A iniciativa prevê a substituição de brinquedos industrializados por brincadeiras tradicionais e materiais não estruturados, incentivando novas formas de brincar e aprender na educação infantil.
A proposta foi bem recebida pelo corpo docente e pode transformar a forma como as crianças vivenciam o brincar no ambiente escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Akauê Basili, a ideia não é eliminar totalmente os brinquedos comerciais, mas reduzir o uso de itens prontos, como bonecas, carrinhos e jogos industrializados —, estimulando a imaginação e a criação por meio de materiais simples.
“Esses materiais podem incluir galhos, pedras, canos, tecidos, cordas e outros objetos do cotidiano que permitem múltiplas formas de uso. É uma proposta que valoriza a interação da criança com o ambiente e amplia suas possibilidades de criação”, destaca o diretor.
Akauê explica ainda que a proposta busca priorizar o processo criativo em detrimento do resultado final. “O brinquedo pronto já entrega o resultado. Já os materiais simples permitem que as crianças imaginem, construam e transformem os objetos durante a brincadeira. Para a rede, é uma iniciativa bastante inovadora”, afirma.
Referência e valorização cultural
A proposta está alinhada a estudos acadêmicos e documentos que orientam a educação infantil, especialmente aos conceitos defendidos pela professora Kishimoto, da USP, referência nacional na área do brincar.
Na prática, a unidade já iniciou um levantamento de bonequeiras, artesãos e produtores de brinquedos tradicionais, como carrinhos de madeira, com o objetivo de valorizar esses saberes e utilizá-los como inspiração nas atividades pedagógicas.
Além disso, o projeto prevê o mapeamento e o resgate de brincadeiras tradicionais da infância de colaboradores e da comunidade do Rio Novo, que passarão a integrar o cotidiano escolar.
Também estão previstas oficinas, encontros e momentos formativos para a equipe, fortalecendo a implementação da proposta e a substituição gradual dos brinquedos industrializados.
Desafios e possibilidades
Para a professora Flávia Almeida, responsável por uma turma do 1º período, a iniciativa traz um importante desafio pedagógico.
“O desafio é garantir que as crianças continuem aprendendo, explorando e brincando de forma prazerosa, mesmo sem os brinquedos tradicionais. Precisamos buscar estratégias e materiais que despertem o interesse e mantenham o caráter lúdico das experiências”, destaca.
Já a coordenadora pedagógica, Juliana Sena, ressalta que, apesar dos desafios, a proposta busca resgatar um brincar mais livre, criativo e significativo.
“A ideia é mostrar que não é necessário um brinquedo pronto para brincar. O brincar é essencial à infância. Com essa proposta, ampliamos as possibilidades de experiências, valorizando a criatividade, a experimentação e o protagonismo das crianças”, afirma.
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