Cidades

Uso indiscriminado de capturas para pragas urbanas pode ser um risco para animais silvestres

Segundo o IMA/AL, aves de rapina e corujas são alguns dos animais mais afetados

Por IMA/AL 27/01/2026 16h01 - Atualizado em 27/01/2026 16h02
Uso indiscriminado de capturas para pragas urbanas pode ser um risco para animais silvestres
Animais como as corujas, que se alimentam de roedores, acabam ficando presas nas armadilhas para ratos - Foto: IMA/AL

Com o aumento da infestação de ratos e outras pragas urbanas, é comum que a população faça uso de ratoeiras, cola ratos ou outros métodos para capturar esses animais. Mas você sabia que o uso indiscriminado dessas práticas pode afetar também os animais silvestres, que não são o alvo dessas armadilhas? O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) faz um alerta para o uso responsável desses objetos, que causam tantos problemas para a saúde de aves de rapina, corujas, mamíferos e até mesmo répteis que podem ser pegos por eles por acidente.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), gerido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tem recebido um grande número de animais silvestres apresentando algum tipo de lesão por conta de uma captura conhecida como cola rato. Afinal, ao descartar esse tipo de armadilha de forma incorreta, animais como as corujas, que se alimentam de roedores, acabam ficando presas junto com os ratos.

“A gente recebe muitas corujas e muitos rapinantes com asas e patas fraturadas, em estado de estresse muito alto. E isso pode levá-los a óbito dependendo de como o animal esteja. É muito difícil retirar a cola, eles passam por um procedimento diariamente para que a gente consiga retirar esse material sem que ocasione um estresse no animal”, explicou a médica veterinária do IMA/AL, Pérola Marques.





Segundo ela, muitas pessoas que fazem o uso desse produto muitas vezes não imaginam que eles também podem afetar animais silvestres, e é por isso que o cuidado tem que ser redobrado.

“Existem maneiras de conter essas pragas urbanas sem afetar outros animais, como utilizar capturas que mantenham os animais vivos, fechar frestas, janelas, telhas, bueiros ou até mesmo canos que podem servir como acesso para que os roedores entrem nas residências. Também é importante manter o ambiente sempre limpo e fazer o descarte correto de todo o lixo. Mas se for realmente necessário fazer o uso do cola rato, prefira fazer isso em locais fechados”, reforçou a médica veterinária.

Caso a população se depare com animais silvestres em situações de perigo é preciso acionar o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) imediatamente, através dos números (82) 9 8833-5879 ou 190, para fazer o resgate seguro desses animais.