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Café com Escuta: Cantus Legis faz apresentação e integrantes reforçam poder da música para cuidados com a saúde mental em alusão ao “Janeiro Branco”

Por MP/AL 22/01/2026 15h43
Café com Escuta: Cantus Legis faz apresentação e integrantes reforçam poder da música para cuidados com a saúde mental em alusão ao “Janeiro Branco”
Na oportunidade, o coro Cantus Legis fez uma apresentação e seus integrantes deram depoimentos sobre o poder transformador da música para reforçar os cuidados com a saúde mental - Foto: Assessoria

Numa iniciativa da Comissão de Saúde Mental do Colégio de Procuradores do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), foi realizada, nesta quinta-feira (22), mais uma edição do projeto “Café com Escuta”, desta vez em alusão ao “Janeiro Branco”. Na oportunidade, o coro Cantus Legis fez uma apresentação e seus integrantes deram depoimentos sobre o poder transformador da música para reforçar os cuidados com a saúde mental.

De acordo com a procuradora de Justiça Sandra Malta Prata Lima, que preside a Comissão de Saúde Mental, o Janeiro Branco, criado em 2014, tem a proposta de promover o diálogo e fazer o indivíduo olhar para si próprio em meio a todas as demandas e preocupações do dia dia. “O mês escolhido para essa temática é janeiro porque é quando as pessoas estão mais propícias a recomeços, a novas metas, e por que não um recomeço cuidando melhor do próprio bem-estar mental?”, pontuou.

“Aqui no MP, temos essa ferramenta que pode contribuir para o bem-estar dos integrantes do Ministério Público, membros, servidores e colaboradores, que é o coro Cantus Legis. Por isso, hoje decidimos convidá-los para uma apresentação seguida de depoimentos dos integrantes. A música é a mais forte das artes e tem o poder curativo das nossas ansiedades, dos nossos medos, pode amenizar o que estamos sentindo”, acrescentou a procuradora de Justiça.

Depois de apresentar as músicas “Peça Felicidade” e “Courana”, os participantes do coro deixaram seus depoimentos. Procuradora de Justiça e integrante do coro Cantus Legis, Silvana Abreu salientou que participar do grupo lhe traz muita alegria. “O cantar exige compromisso e traz junto a matemática, a métrica, a harmonia, além de outros interesses. Estamos aprendendo partitura, que é a língua universal, é aprender um idioma novo”, afirmou.

Danielle Vanderlei, ex-servidora do MPAL, manteve-se no Cantus Legis mesmo após ter se desligado do órgão. “2025 foi de muitos desafios, de muitas questões pessoais e entendi que a saúde mental é também olhar de outra forma para si mesmo. Sempre tive grande relação com a música como ouvinte. Mas, a partir do coro, percebi que cantar nos faz entender melhor o funcionamento do corpo, dos nossos limites, e achei por bem permanecer no grupo, o que tem me feito muito bem”, detalhou.

Já para o maestro do Cantus Legis, Werbeht Pimentel, “a música é a única arte que entra sem pedir licença”. “A música ajuda a lidar melhor com as coisas, tem feito muita diferença na minha vida. A música vai nas emoções, nas memórias”, enfatizou o maestro.

Também participante de coro, o procurador de Justiça Walber José Valente de Lima salientou que, mesmo em apenas um ano de existência, o Cantus Legis está promovendo um grande aperfeiçoamento. “A música é a academia do espírito. Estou muito entusiasmado com o coral”, destacou.

Promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Defesa da Saúde Pública do MPAL, Micheline Tenório reforçou que a música “toca nossa alma”. “A gente sabe que ambiente corporativo não é fácil. Há exigências, metas, prazos, processos, Por isso, respirar, desacelerar, cuidar do tripé corpo, mente e coração, fazer tratamentos preventivo ou curativo e até a religiosidade são atitudes que contribuem bastante para a nossa saúde mental”, defendeu.

“Eu acredito que a música tem um poder imenso de nos tornar melhores porque ela lava a alma”, acrescentou o procurador de Justiça Maurício Pitta, que é também ouvidor do MPAL.

Após a apresentação do coro e o bate-papo entre os integrantes do grupo com outros servidores que acompanharam o encontro, foi servido um lanche e ocorreram sorteios de brindes. Todos os participantes receberam uma fitinha branca, que representa os cuidados com a saúde mental.

CNMP

A iniciativa da Comissão de Saúde Mental do MPAL se molda à Resolução nº 265/2023, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que instituiu a Política Nacional de Atenção à Saúde Mental para integrantes do Ministério Público, tendo, como foco principal, a prevenção, o acolhimento e o combate a assédios e discriminação por meio da atuação de Comissões de Prevenção a Situações de Risco em Saúde Mental, formadas em cada unidade ministerial e regulamentadas pela Resolução nº 315/2025, também do CNMP, com o objetivo de promover bem-estar, reduzir fatores de risco psicossociais e garantir um ambiente de trabalho saudável.