Cidades
Gripe K: secretarias recomendam vacinação
O Ministério da Saúde confirmou a presença de quatro casos da gripe K em território brasileiro por meio de exames realizados nos pacientes. Um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e os outros três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem.
Os pacientes do Mato Grosso têm idade de cinco meses de vida, 73 anos e 77 anos. Nenhum deles precisou de internação e todos já se recuperaram.
A nova linhagem do vírus da gripe chama a atenção neste fim de 2025. Não é uma nova doença, mas uma variação do vírus Influenza A (H3N2). O subclado K, do Influenza A, já monitorado por autoridades de saúde internacionais.
O alerta não significa, neste momento, um cenário de emergência generalizada, mas indica a necessidade de atenção redobrada.
Em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que a população esteja com a caderneta de vacinação contra a Influenza atualizada, pois isso permite que o corpo esteja mais resistente à nova cepa do vírus em relação a quem não se imunizou.
Evitar aglomerações
A saúde municipal recomendou, ainda, tomar cuidados como evitar aglomerações e uso de máscara quando houver sintomas. Os sintomas agravados devem ser tratados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Sobre a inclusão de vacinação para esse subtipo do vírus da Influenza, a Secretaria adiantou que se deve esperar que o próprio Ministério da Saúde e laboratórios vinculados atualizarem a vacina, que acontecerá em 2026, que terá início no mês de abril. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) enviou uma nota, com recomendações para população.
O médico infectologista Fernando Maia explicou que a transmissão da gripe K ocorre principalmente por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas.
Entre os cuidados para evitar a doença, o médico acrescentou que estão higienização frequente das mãos, lavar com água e sabão ou usar álcool em gel, especialmente após tossir, espirrar ou estar em locais fechados. A etiqueta respiratória é importante tossir ou espirrar cobrindo boca e nariz com o antebraço ou lenço descartável, evitando espalhar gotículas no ambiente.
“Além disso buscar sempre estar em ambientes ventilados, manter janelas abertas sempre que possível, reduzindo a concentração de partículas no ar. Evitar aglomerações em períodos de maior circulação de vírus, sobretudo para pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida”.
Fernando Maia lembrou que atualização da vacinação é um dos cuidados essenciais. “Seguir o calendário de imunização contra influenza e demais doenças respiratórias indicado pelo sistema público de saúde é o maior dos cuidados”.
Segundo ele, os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.
Fernando Maia disse ainda que os antivirais continuam eficazes, principalmente quando usados no início dos sintomas. Os testes rápidos ajudam no diagnóstico precoce. A vacinação segue recomendada para evitar casos graves. A vigilância e cobertura vacinal são as principais medidas neste momento. “A orientação é procurar atendimento de saúde ao surgirem sintomas e manter as medidas de prevenção, como uso de máscara quando estiver doente, higiene das mãos e ventilação dos ambientes”, resumiu.
O Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um sinal de atenção para a próxima temporada de gripe, entre o fim deste ano e o começo do ano que vem. Esse alerta está relacionado principalmente à chamada “Gripe K”, uma nova ramificação genética do vírus da influenza A (H3N2). Cientistas identificaram um “rápido crescimento” nos casos desse subtipo desde agosto.
No Brasil, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), em especial do subclado K, que, na América do Norte, tem sido mais frequente em países como Estados Unidos e Canadá.
As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países do América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização.
A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente associado a surtos e a quadros de maior gravidade. O subclado K corresponde a uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não se trata de um vírus novo. Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada a maior gravidade dos casos.
No âmbito internacional, segundo a OPAS, o subclado K tem apresentado crescimento acelerado na Europa e em diversos países da Ásia, onde já representa parcela significativa das amostras de Influenza A (H3N2) analisadas. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento sustentado da circulação do vírus. Até o momento, não há evidências de padrão semelhante na América do Sul.
São quatro os tipos do vírus influenza, responsável pela gripe: A, B, C e D, com os dois primeiros sendo os mais comuns. Só que dentro dessas categorias, nós ainda temos algumas subdivisões, e, dentro das subdivisões, ainda temos subclados. No caso do A, temos dois subtipos: o H1N1 e o H3N2. A gripe K é um subclado do H3N2.
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