Cidades

Moradores bloqueiam Avenida Josefa de Melo em protesto por melhorias no transporte coletivo de Maceió

A principal reivindicação é o retorno dos ônibus ao Conjunto Planalto, no bairro São Jorge; via foi liberada após negociações

Por Lucas França 29/08/2025 11h10 - Atualizado em 29/08/2025 18h11
Moradores bloqueiam Avenida Josefa de Melo em protesto por melhorias no transporte coletivo de Maceió
Protesto aconteceu no início da manhã desta sexta-feira (29) - Foto: Reprodução

Moradores do bairro São Jorge, em Maceió, bloquearam, na manhã desta sexta-feira (29), um trecho da Avenida Josefa de Melo em protesto contra a precariedade do transporte coletivo na região. O ato teve início nas primeiras horas do dia e causou lentidão no trânsito, afetando motoristas e usuários do transporte público.

A principal demanda dos manifestantes é o retorno da circulação dos ônibus no Conjunto Planalto, além da melhoria nas condições dos veículos que ainda operam na área. Pneus e pedaços de madeira foram utilizados para interditar completamente a via, impedindo a passagem de motos, carros, ônibus e caminhões.

Durante o protesto, os moradores exibiram cartazes com denúncias sobre a má qualidade dos ônibus e cobraram uma atuação mais efetiva do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT). Segundo eles, a ausência de fiscalização contribui para o agravamento dos problemas no sistema de transporte público da comunidade.

Após algumas horas de negociação com representantes do poder público, os manifestantes decidiram encerrar o protesto, e a via foi liberada.

Em nota, o DMTT informou que, após o último protesto realizado no local, foi feita uma visita técnica à Rua Santa Amália, no bairro São Jorge — principal acesso ao Conjunto Planalto. De acordo com o órgão, foi constatada a inviabilidade de manobras de retorno por parte dos ônibus naquela via. O departamento alegou que a rua é estreita e representa riscos para pedestres, imóveis e outros veículos.

Mesmo diante da justificativa técnica, os moradores cobram uma solução efetiva. “Não adianta só dizer que é inviável. A população precisa de transporte. Queremos uma alternativa”, afirmou uma das manifestantes durante o ato.