Cidades

Alagoas está entre os estados em alerta para SRAG por Covid-19

Monitoramento reforça a importância da vacinação, uso de máscaras e atenção aos sintomas respiratórios

Por Tribuna Hoje com Fiocruz 28/08/2025 12h10 - Atualizado em 28/08/2025 13h46
Alagoas está entre os estados em alerta para SRAG por Covid-19
Fiocruz sublinha a importância de que as pessoas dos grupos de risco verifiquem se estão em dia com a vacina - Foto: Divulgação


A última atualização do InfoGripe, sistema de monitoramento de doenças respiratórias graves, indica que Alagoas está entre os 20 estados com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta. Entre os estados em atenção estão Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Acre, Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

O levantamento destaca que, embora o Amazonas apresente aumento de casos em crianças pequenas causado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Alagoas registra crescimento de SRAG associado à Covid-19. O alerta reforça a importância da vacinação, do uso de máscaras em ambientes fechados e da atenção aos sintomas respiratórios.

No Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás, o aumento dos casos de SRAG ocorre principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Os dados laboratoriais sugerem que o aumento está sendo impulsionado pelo rinovírus. O crescimento de SRAG vem ocorrendo especificamente na faixa etária de 2 a 14 anos em diversos estados da região Centro-Sul, com destaque para São Paulo, onde esse aumento é bem acentuado, assim como em alguns estados do Nordeste e no Amapá.

“Por conta do aumento, caso crianças e adolescentes nesta faixa etária apresentem sintomas de gripe ou resfriado devem ficar em casa e evitar ir à escola a fim de evitar transmissão do vírus para outras crianças. Lembrando que idosos e imunocomprometidos devem tomar a vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. Os demais grupos de risco, como pessoas com comorbidade, precisam tomar doses de reforço uma vez ao ano”, recomenda a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Processamento de Dados Científicos da Fiocruz e do Boletim InfoGripe.

Capitais

A pesquisa identificou que 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana 34: Cuiabá (MT) e Manaus (AM).

Situação nacional

Em nível nacional, o cenário atual sugere indícios de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de aumento na tendência de curto prazo (últimas três semanas). Referente ao ano epidemiológico de 2025, já foram notificados 163.956 casos de SRAG, sendo 87.741 (53,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 56.822 (34,7%) negativos e ao menos 8.757 (5,3%) aguardando resultado laboratorial.



Dentre os casos positivos deste ano, observou-se que 24,6% são de influenza A, 1,1% de influenza B, 45,1% de vírus sincicial respiratório, 25,2% de rinovírus, e 7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 7,9% de influenza A, 1,7% de influenza B, 31,1% de vírus sincicial respiratório, 44,8% de rinovírus e 11,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).