Cidades
Pátio Ferroviário de Jaraguá deve virar ponto de lazer e cultura
Projeto de revitalização integra preservação do patrimônio ferroviário e novas áreas de convivência para moradores e visitantes
O antigo Pátio Ferroviário de Jaraguá está sendo revitalizado pelo Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) e deve se tornar um novo espaço de lazer, cultura e empreendedorismo em Maceió.
A obra, conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), já atingiu 30% de execução e integra o projeto do Iplam, que busca estimular inovação e atividades comerciais em áreas históricas da cidade.
Localizado na antiga oficina de manutenção da estação ferroviária, o espaço de 1.368,92 m² terá áreas de convivência, playground infantil, travessia elevada para pedestres, estacionamento e um corredor comercial com 18 lojas. O projeto também prevê a chegada de um trem com vagão adaptado para área gastronômica, unindo a memória ferroviária a novos usos.
Jaraguá é um dos primeiros bairros de Maceió, teve seu crescimento devido à atividade portuária, transformou-o em um centro comercial com prédios significativos como Associação Comercial, Museu da Imagem do Som (Misa), os antigos trapiches “Trapiche Segundo - Armazém Usina”, igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, sobrados e suas praças com as esculturas históricas.
Segundo o vice-prefeito de Maceió e titular da Seminfra, Rodrigo Cunha, a ideia é transformar essa área histórica em um espaço para entretenimento, preservando o valor simbólico e, ao mesmo tempo, incorporando novos elementos para chamar a atenção do público.
“Desde seus primórdios, Jaraguá teve um papel fundamental na formação da nossa capital, sobretudo pelo porto, que impulsionou o desenvolvimento da região. Com a revitalização, vamos preservar a memória do bairro e fomentar sua visitação com foco na cultura e no lazer”, afirma Cunha.
Além da valorização turística e cultural, a revitalização também tem como objetivo resguardar o patrimônio ferroviário da cidade, localizado em área tombada pelo Estado (Decreto nº 6.601/1984) e protegida pelo Iphan.
Entre as ações de preservação estão a recuperação da cobertura dos galpões com telha francesa, a conservação da estrutura em ferro fundido e a recomposição das aberturas originais. Os trilhos remanescentes também serão mantidos em evidência.
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