Cidades

Trabalhadores da Casal se mobilizam contra a privatização da empresa

Sindicato dos Urbanitários realiza uma assembleia nesta quarta-feira, dia 19 de fevereiro

Por Ascom Urbanitários 17/02/2025 20h40
Trabalhadores da Casal se mobilizam contra a privatização da empresa
Presidenta do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Dafne Orion - Foto: Ascom Urbanitários

O Sindicato dos Urbanitários realiza uma assembleia nesta quarta-feira, dia 19 de fevereiro, a partir das 16h30, no prédio sede da empresa no centro, quando discutirá com os trabalhadores e trabalhadoras da Casal o futuro da empresa.

Nesta importante assembleia o Sindicato informará os detalhes da reunião ocorrida no dia 13/02 com a diretoria da empresa, onde foram discutidos os termos e consequências da inscrição da Casal no programa do BNDES, visando submetê-la a um novo leilão.

Após reunião, que contou com a presença do presidente da Casal, o Sindicato avalia que existe a possibilidade de privatizar o restante da empresa.

O Sindicato reafirma sua posição e segue comprometido com a defesa da Casal Pública.

Para Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários, “a gestão da água tem que ser pública, essa é a única forma de garantir que toda a população terá acesso à água, indiscriminadamente”.

Atualmente, já estão privatizados os serviços de distribuição e comercialização de água em Alagoas, através das concessões dos chamados “Blocos” A, B e C, que envolveram 74 municípios alagoanos, entregues às empresas privadas BRK, Águas do Sertão e Verde Alagoas.

Segundo Dafne Orion, “após mais de quatro anos do início do processo de privatização da água em Alagoas, a única vantagem para a população alagoana é a eficiência nas cobranças, de resto o povo perdeu”, afirma a presidenta.

O Sindicato está mobilizando a categoria para participar dessa assembleia, onde serão debatidas as estratégias para continuar a defesa da Casal Pública, “fazendo o serviço que ela faz tão importante para a sociedade e, com a garantia dos empregos dos seus trabalhadores e trabalhadoras”, encerrou Dafne.