Cidades

Nova audiência na Justiça Federal deve deliberar sobre atividades do Hospital Veredas

Decisão do juiz federal Raimundo Alves de Campos Jr., da 13ª Vara, foi motivada após requerimento apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL)

Por Ascom MPF/AL 27/01/2025 20h40
Nova audiência na Justiça Federal deve deliberar sobre atividades do Hospital Veredas
Hospital Veredas - Foto: Adailson Calheiros

A Justiça Federal em Alagoas (JFAL) realiza na próxima sexta-feira, 31, a partir das 14h, nova audiência para alinhar a atual situação do Hospital Veredas. A decisão do juiz federal Raimundo Alves de Campos Jr., da 13ª Vara, foi motivada após requerimento apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL).

As entidades apresentaram novas informações que apontam para a quase total paralisação dos serviços assistenciais do hospital, bloqueios judiciais, especialmente trabalhistas, o que tem dificultado o cumprimento das obrigações firmadas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), formalizado em novembro do ano passado, entre outros pontos.

“Considerando as informações trazidas pelos autores e pelo MP/AL, desde já conheço da necessidade urgente de realização de audiência para esclarecimentos dos pontos atualmente controvertidos, referentes à fase inicial de cumprimento do TAC homologado em Juízo”, destaca o juiz Raimundo Campos Jr., na decisão expedida na semana que passou.

O magistrado ressalta a necessidade de ouvir os envolvidos no processo em questão, com vistas a garantir o cumprimento do que foi acertado anteriormente. “A medida é necessária para garantir um melhor direcionamento no cumprimento desta primeira fase do acordo, caracterizada pela contratação urgente de unidade gestora imparcial e independente, bem como para administração (técnica e imparcial) e melhor gerenciamento dos recursos públicos destinados ao pagamento das despesas essenciais. Ressalto a imprescindibilidade da oitiva de todos os envolvidos, com vistas a uma melhor visualização das dificuldades atuais do hospital e objetivando, sobretudo, a não interrupção definitiva dos serviços públicos prestados”, finalizou.