Cidades
Alagoas tem dois mil na fila por reconhecimento paterno no registro
Filhos buscam na Justiça direito de ter nome do pai incluído na certidão de nascimento; núcleo tenta agilizar processos

Às vésperas do Dia dos Pais, cerca de duas mil pessoas estão com processos em andamento no Núcleo de Promoção da Filiação do Tribunal de Justiça de Alagoas à espera de que o genitor inclua seu nome na certidão de nascimento.
E o número poderia ser bem maior, não fosse o Núcleo tão resolutivo para garantir dignidade aos filhos que têm direito ao nome paterno no documento, mas só conseguem mediante a Justiça.
Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas, de janeiro até julho, foram concluídos 345 processos de reconhecimentos de paternidade. No ano passado, foram 580 reconhecimentos. Desde a criação do Núcleo, em 2008, aproximadamente, mais de 15 mil filhos tiveram o direito de ter um pai, ao menos, na certidão de nascimento.
O Núcleo de Promoção da Filiação do Tribunal de Justiça de Alagoas é coordenado pela juíza Ana Florinda. A coordenadora técnica do Núcleo, Ana Cláudia Acioli Lopes, explicou que quem tiver interesse em incluir o nome paterno e com ele toda a referência familiar do genitor pode procurar o Núcleo que fica no Fórum Estadual, no Barro Duro.
“Se a pessoa for menor de idade, será representada pela genitora. Caso seja adulto poderá ir sozinho. Em ambas as situações, deve estar portando a certidão de nascimento, sem o nome do pai” detalhou.
De acordo com a coordenadora técnica do Núcleo, de segunda a sexta, tem atendimento já previamente agendados. No entanto, quem procurar o serviço, garantiu ela, será atendido, independente de agendamento.
“Se a pessoa já levar a indicação do nome do pai já recebe a data da audiência agendada. Caso a pessoa vá acompanhada do suposto pai, já é feita a audiência”, pontuou.
Ainda segundo Ana Cláudia Acioli Lopes, se a pessoa já for com o suposto pai e o reconhecimento for voluntário em um prazo de quinze dias, no máximo, a situação será resolvida. Caso seja necessário, o exame de DNA, a averbação na certidão de nascimento será feita tão logo chegue o resultado positivo.
Hoje a equipe do Núcleo de Promoção da Filiação do Tribunal de Justiça de Alagoas estará na Escola Municipal Edécio Lopes, na Chã da Jaqueira, atendendo a população a partir das 9 horas.
A ausência do nome e sobrenome paterno não deixa uma lacuna apenas no documento, mas na vida da criança que crescerá sem a referência da família paterna. Muitas dessas pessoas, ao se tornarem adultas procuram a Justiça.
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