Cidades

2 de dezembro de 2021 07:23

“Carnaval não pode ser o único penalizado”

Para a Liga Carnavalesca, recuo das medidas precisa atingir todos os eventos; cenário para 2022 ainda é incerto

↑ Para Dinho Lopes, recuo nas medidas tem que ser em todos eventos com aglomeração, inclusive festas privadas (Foto: Adailson Calheiros)

A chegada da variante Ômicron ao país e o aumento de casos de Covid-19 no inverno europeu tem provocado intensos debates sobre a flexibilização dos protocolos sanitários e a realização de eventos como shows, festas de Réveillon e Carnaval 2022. Dezesseis capitais já anunciaram o cancelamento das celebrações públicas da virada de ano. Em Alagoas, o Governo Estadual afirma que ainda avalia o cenário. Já a Prefeitura da capital anunciou que deve manter os eventos previstos para o fim do ano. Entretanto, o cenário para 2022 ainda é incerto. A Tribuna Independente conversou com Dinho Lopes, presidente da Liga Carnavalesca de Maceió sobre a realização das prévias e dos festejos em fevereiro do ano que vem. Para o líder da entidade, o Carnaval “não pode ser o único punido”. Ele defende que um retrocesso das medidas precisa atingir todos os eventos que vêm provocando aglomerações.

Nesta quarta-feira (1º), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) emitiu recomendação aos prefeitos para que se abstenham de promover Réveillons públicos em Alagoas e que só concedam autorizações para a realização de eventos particulares caso haja efetiva comprovação de cumprimento das regras estabelecidas no protocolo sanitário de distanciamento social controlado. As prefeituras ainda devem se pronunciar sobre a recomendação.

Tribuna Independente – O cenário da pandemia no Brasil e em Alagoas ainda inspira cuidados e preocupação por parte das autoridades de saúde. A retomada de shows, eventos e reuniões com aglomerações públicas tem sido alvo de constantes debates sobre o risco da disseminação da Covid-19 e aceleração do contágio. Em relação a isso qual a avaliação da Liga?

Dinho Lopes – Nosso pensamento é de que deve existir uma criteriosa avaliação técnica séria e que essa avaliação observe, dentre outras coisas, número de casos, número de leitos disponíveis, índice de transmissão e um fato novo que nós não tínhamos a um ano atrás que é o percentual de imunização, que hoje Maceió conta com 80% de imunização de adultos, esse é um fato muito importante. Outra coisa, que é pensamento nosso, é de que o parecer tem que valer para todos. o Carnaval não pode ser penalizado, pagar essa conta só. Então se é para paralisar, tem que paralisar tudo e já. Inclusive Réveillon. Festas particulares. Não adianta você elitizar o Carnaval e deixar a população sem acesso a uma das festas mais democráticas que existem, nem por qualquer alegação de controle no distanciamento, porque não vai ter. Então a gente pensa que pau que dá em Chico, dá em Francisco e se o critério é para que pare tudo. Mas o Carnaval só não. Temos algumas decisões que vêm sendo tomadas. Rio de Janeiro confirmou Réveillon e Carnaval, Maceió confirmou o Réveillon, tanto os privados como o público. Agora como eu estou dizendo que se existir um critério tem que ser para todos, para Réveillon, festas privadas seja onde for e Carnaval.

Tribuna Independente – A Liga já vem se organizando? Existe algum planejamento?

Dinho Lopes – Nós temos um planejamento pronto, fechado. Tivemos várias reuniões com o município e com a FMAC [Fundação Municipal de Ação Cultural], nós já temos a programação fechada. Os nossos blocos já estão vendendo os abadás, as atrações definidas e está sendo divulgado nas redes sociais da Liga e de cada bloco de maneira individual. Nós já temos tudo pronto.

Tribuna Independente – Qual a expectativa da Liga Carnavalesca para 2022?

Dinho Lopes – A expectativa enquanto evento é a melhor possível depois de um ano parado e as pessoas querendo voltar a festejar, celebrar, se confraternizar. A expectativa é a melhor possível. A Liga está dando visibilidade ao pré-Carnaval de Maceió com artistas de primeira linha, nomes nacionais. Vamos fazer eventos infantis, eventos que envolvem a inclusão social, um dos mais importantes que a liga tem em parceria com a Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais] e a expectativa é a melhor possível.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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