Cidades

30 de novembro de 2021 12:39

“Festas com aglomerações devem ser suspensas”

A um mês do Réveillon, AMA defende suspensão de festejos; MP fará recomendação

↑ Com Ômicron, festas de Carnaval e Réveillon são debatidas em todo o país (Foto: Divulgação)

Faltando cerca de um mês para a celebração das festas de Réveillon, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) anunciou que o Ministério Público Federal (MP/AL) deve expedir recomendação para que as prefeituras alagoanas suspendam as festas que envolvam aglomerações.

A realização dos festejos de fim de ano e do Carnaval 2022 vem sendo alvo de debates em todo o país, principalmente pela rápida disseminação da variante Ômicron e do aumento considerável de casos na Europa. Segundo a AMA, as prefeituras devem se abster da realização de eventos e da liberação tendo em vista o controle da transmissão da Covid-19.

“Diante da nova variante Ômicron, que já está restringindo atividades em várias partes do mundo, o presidente Hugo Wanderley esteve reunido com o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto, após conversar com o Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas] e PNI [Programa Nacional de Imunizações]. Ambas as instituições [AMA e MP/AL] acreditam que ainda não é o momento adequado para grandes aglomerações, principalmente as festividades públicas, enquanto não houver um total controle de segurança sanitária”, disse a AMA.

Segundo o Ministério Público Estadual, a recomendação visa orientar as prefeituras sobre o emprego de recursos públicos em eventos com alto risco de contaminação. “O objetivo é realmente recomendar que os municípios não gastem recursos públicos com festas, uma vez que ainda enfrentamos uma pandemia, e também para que se evitem aglomerações com milhares de pessoas em eventos que não podem ser controlados com medidas de segurança”, pontua o MP/AL.

As capitais Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa e Palmas já suspenderam a celebração da virada de ano devido a preocupação com o avanço da variante Ômicron. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) até ontem (29) todos os continentes já reportaram casos da mutação que é muito mais transmissível que as encontradas até agora.

A discussão também se estende para o Carnaval 2022. Segundo a Prefeitura de Maceió, tanto a realização do Réveillon quanto as comemorações de Carnaval dependem da situação sanitária do país e do decreto estadual em vigência. Atualmente a determinação do Governo de Alagoas é de que eventos públicos estão liberados com 100% da capacidade a partir de 1° de dezembro.

O governador do Estado, Renan Filho (MDB) já havia comentado publicamente sobre as discussões envolvendo a possibilidade de não haver comemorações de Carnaval.

“Se os maiores [estados] estão discutindo não ter carnaval por precaução, eu acho que a gente não deve caminhar no contra fluxo. Vamos aguardar as próximas semanas”, comentou o governador.

Sinmed é contra festejos com grandes públicos

 

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) divulgou posicionamento contrário à realização das festas de fim de ano com grandes públicos. A entidade reforçou a preocupação com o avanço da Covid-19.

“Tendo em vista os ânimos com a aproximação do fim do ano, e em seguida o Carnaval, o Sindicato dos Médicos do Estado de Alagoas vem a público manifestar posição contrária a realização de qualquer evento que gere aglomeração. Ainda devido a pandemia, o momento inspira cuidado. Se por um lado vislumbramos significativa redução de casos, e boa cobertura da vacina contra a Covid-19, por outro lado temos em circulação novas variantes da doença, inclusive a mais letal já infectou alguns países. A triste experiência dos dois últimos anos não pode se repetir: perdemos milhares de vidas e, entre os pacientes salvos, muitos continuam com sequelas. Portanto, recomendamos que cada um se proteja, evitando festas, shows, Carnaval, enfim, aglomerações”, pontuou a entidade.

O Sinmed reiterou ainda o apelo para a adoção dos protocolos sanitários a fim de impedir um novo avanço de contágio.

“É imperativo o uso de máscaras e demais medidas sanitárias. A dose de reforço da vacina é importantíssima. Todos devem completar o ciclo de imunização. A luta dos médicos é no sentido de promover a vida. O cenário de pandemia não é bom para ninguém, e custa relativamente pouco aquietar-se nesse período de risco. Curta em casa o Natal, o réveillon, o Carnaval. A melhor confraternização acontece quando temos saúde. O maior motivo a ser celebrado é a vida. Por isso, o Sinmed conclama a população em geral a ter um pouco mais de paciência, evitando aglomerar agora para festejar depois, por longos anos, num cenário seguro”, enfatizou.

NOTA

Em nota, a Prefeitura de Maceió comunicou, no final da manhã desta terça-feira (30), que decidiu manter as festividades de Revéillon na capital alagoana, após avaliação do cenário atual do enfrentamento da pandemia na cidade. De acordo com uma nota, divulgada pela prefeitura, Maceió tem mais de 80% da população imunizada contra a Covid-19.

“A redução de casos, internações e mortes refletem a importância da imunização e já possibilitam que os maceioenses comecem a retomar a rotina, seguindo as medidas necessárias. Diante deste cenário, que nos permite uma retomada gradual da economia e de todas as atividades com segurança, decidimos manter, inicialmente, as festividades de Réveillon em Maceió, com todos os cuidados que esse tipo de evento ainda requer”, diz a nota.

Fonte: Tribuna Independente

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