Cidades

28 de julho de 2021 10:19

AL espera ministério para antecipar doses

Com elevação da circulação da variante Delta, nove estados e o DF já alteraram cronograma da 2ª aplicação contra Covid

↑ (Foto: Reprodução)

Esta semana, o ministro da saúde Marcelo Queiroga anunciou que o órgão deve antecipar o intervalo entre as doses das vacinas Astrazeneca e Pfizer no país. Em nove estados e no Distrito Federal a antecipação da vacinação contra Covid-19 já vinha ocorrendo, em Alagoas, contudo a mudança só deve acontecer caso haja comunicado oficial do órgão federal.

Conforme explicou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em nota, o governo estadual não deve antecipar a aplicação das doses a menos que o Ministério da Saúde oriente oficialmente. A medida vai de encontro ao que estados do Nordeste como Pernambuco e Piauí já adotaram desde o início do mês.

“A Assessoria de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) segue as orientações da Coordenação Nacional do Programa Nacional de Imunização (CGPNI), órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), que, por sua vez, é guiado por discussões em câmaras técnicas com especialistas da área, que atuam mediante embasamento científico. Com isso, assim que a CGPNI altere, oficialmente, o Plano Nacional de Vacinação, antecipando a aplicação da segunda dose da Pfizer de 12 semanas para 21 dias, Alagoas seguirá a recomendação” Procurado, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) explicou que aguarda nota técnica para se manifestar sobre o caso.

Mudanças x eficácia

Na bula de cada vacina contém os prazos mínimos e máximos possíveis entre a primeira e a segunda dose que vão até 12 semanas, isto é, três meses. No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde de um intervalo de cerca de três meses foi adotada para ampliar a cobertura vacinal, isto é, ter mais vacinas de primeira dose disponíveis.

No entanto, com a circulação da variante Delta, a preocupação fez alguns estados modificarem o cronograma que já é previsto em bula para imunizar com as duas doses mais rapidamente.

De acordo com o infectologista Fernando Maia, as mudanças, embora alvo de questionamentos pela população, não comprometem a resposta de imunidade, tampouco a eficácia das vacinas.

“O intervalo é variável, a da Astrazeneca vai de 9 a 12 semanas, por exemplo, geralmente aqui está aplicando prevendo um retorno mais ou menos nesse período para que possa ser postergado um pouco sem prejuízo. Isso não prejudica a eficácia porque o prazo agendado inicialmente está no meio do intervalo previsto em bula para essas vacinas”, diz o especialista.

Ainda de acordo com o médico, não há motivo para pânico entre a população, pois além de não comprometer a eficácia, cabe aos estados planejar o cronograma de execução das doses.

“Os estados podem fazer esse planejamento, isso fica a cargo dos estados. O Ministério manda as diretrizes e cada estado adapta à sua realidade. Então essa troca de datas está dentro do previsto pelo próprio fabricante então não há prejuízos”, finaliza.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Evellyn Pimentel

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