Cidades

Moradores de bairros atingidos por afundamento fecharão a Fernandes Lima nesta quinta

Protesto terá início às 8 da manhã

Por Texto: Rívison Batista 07/07/2021 20h55
Moradores de bairros atingidos por afundamento fecharão a Fernandes Lima nesta quinta
Reprodução - Foto: Assessoria
Um grande protesto vai acontecer na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, nesta quinta-feira (8). Moradores de bairros atingidos por afundamento bloquearão uma das principais vias de Maceió. A causa do protesto é um assunto que já vem há meses sendo comentado pelas vítimas que perderam suas casas para os danos causados pela mineração: os moradores alegam que os valores pagos como indenização pela Braskem não correspondem ao real valor dos imóveis que perderam, além de outros assuntos, como valores do auxílio aluguel e dos danos morais. As vítimas querem reivindicar a adoção dos critérios e prazos indenizatórios propostos em documento protocolado no Ministério Público Federal. A manifestação terá início às 8 da manhã e será concentrada em frente ao prédio do Ministério Público Estadual. "Você, morador de Maceió, motorista que trafega pela Fernandes Lima, nesta quinta, das 8h às 14h, a Fernandes Lima vai fechar", afirmou Alexandre Sampaio, presidente da Associação dos Empreendedores do Bairro do Pinheiro, em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (7). "Se o Ministério Público nos receber, o ato termina às 14h. Se não, será prolongado até à noite", disse Sampaio. O ato será em parceria com o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e contará com a presença de artistas alagoanos, como Fernanda Guimarães, Naná Martins, Mel Nascimento e Igbonan Rocha. "Há 15 dias, nós protocolamos, no Ministério Público Federal, um pedido de mediação para rever o acordo [com a Braskem], e nada foi feito até agora. Pedimos a Braskem que nos respondesse, e, até agora, não responderam a nossa reivindicação. Então, em nome de 60 mil moradores, 4.500 empresas e 30 mil trabalhadores, eu peço a sua solidariedade", afirmou Alexandre. "Se você ficar incomodado com o caos no trânsito, cobre às procuradoras do Ministério Público Federal, cobre aos promotores do Ministério Público Estadual e cobre a Braskem. Cobre aos representantes dessa empresa que expulsou, sem dó nem piedade, de forma injusta, e quer levar na mão os imóveis e o patrimônio de quem construiu com tanto sacrifício", finalizou Sampaio. De acordo com o movimento de moradores dos bairros: a Braskem não leva em conta sobrevalores de imóveis em outros bairros; não respeita avaliações de imóveis feitas por corretores; não assume custos de cartórios nem despesas de inventário; paga um auxílio aluguel em desconformidade com o valor do imóvel do morador; o dano moral é pequeno e serve para complementar o valor do imóvel; entre outros pontos.