Cidades

23 de junho de 2021 08:16

‘Crianças com microcefalia têm dificuldades para acompanhamento’

Pouco mais de duzentos assistidos pela Associação Famílias de Anjos estão com problemas até para recebimento de fraldas

↑ Associação das Famílias de Anjos de Alagoas assiste criança com microcefalia e outros problemas relacionados ao zika vírus no estado (Foto: Afaeal)

A Associação das Famílias de Anjos do Estado de Alagoas (Afaeal) que assiste crianças com microcefalia denuncia dificuldades para o acompanhamento médico, terapêutico e medicação. Segundo a entidade, o problema se estende em todos os municípios do estado, com exceção de Monteirópolis.

De acordo com a presidente da entidade, Alessandra Hora, os responsáveis pelas crianças têm dificuldades para marcar consultas simples como pediatria. Faltam até insumos básicos como fraldas descartáveis.

“Faltam fraldas. Burocracia imensa até para marcar consulta com pediatra, neurologista… a dificuldade que já era grande ficou ainda maior devido a pandemia. A situação é muito preocupante”, detalha.

Segundo a associação, as famílias dependem do custeio do poder público de insumos como fraldas e suplementos alimentares devido ao alto custo desse suporte.

Ainda de acordo com Alessandra Hora, as crianças precisam de intervenções cirúrgicas e enfrentam uma verdadeira via crucis para conseguir.

“Realização de cirurgia, cirurgia de quadril, pé torto, consulta com gastropediatra, são vários problemas. Agora via defensoria conseguimos que fosse bloqueado da conta do Estado um quantitativo de dinheiro pra comprar os medicamentos de alto custo como keppra e sabril”, afirma

A Defensoria Pública do Estado (DPE) acompanha o caso, mas devido ao recesso, o defensor responsável pelo caso não pode retornar o contato.

PIPA

Na contramão dos problemas, o programa Pipa da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) tem obtido resultados positivos com o acompanhamento terapêutico de crianças com microcefalia.

São 11 crianças sendo acompanhadas. A responsável pelo programa, Taise de Almeida detalha os avanços.

“São crianças que vem apresentando importante evolução, com problemas na audição, neurológicos e essa intervenção precoce, os estímulos contribuem para o desenvolvimento. No Pipa temos 11 crianças e já transferimos sete para o Prisma, outro programa da Apae. Eles mantêm atendimento multiprofissional e médico”, diz.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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