Cidades

16 de junho de 2021 12:17

Associação lamenta nota divulgada pelo MPF após manifestação em frente ao órgão

Associação dos Empreendedores e o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem afirma que não existe abertura e nem diálogo e que os direitos das vítimas estão sendo desrespeitados

↑ Foto: Divulgação

A Associação dos Empreendedores e o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem emitiu nesta quarta-feira (16) resposta à nota divulgada pelo Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) após a manifestação realizada em frente à sede do órgão. A associação lamentou o posicionamento do órgão federal.

Confira a resposta na íntegra:

Em resposta à nota do MPF sobre a manifestação promovida ontem pela Associação dos Empreendedores e o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, o que temos a fazer é lamentar. Enquanto o MPF se diz aberto ao diálogo, ficamos na porta do órgão durante 6 horas até uma reunião ser marcada, só através da PM, para a sexta-feira, com as procuradoras, e outra para a segunda (21), com a Braskem. Então, perguntamos: que abertura é essa, que preferencia sacrificar o trânsito da cidade a nos receber de imediato para tratar das injustiças que vêm, há 3 anos, tirando a paz e o pão de mais de 60 mil pessoas?

Na nota, o MPF cita o “direito de ir e vir” dos cidadãos no trânsito. Nós vamos além: e os direitos das vítimas da Braskem, desrespeitados por negociações conduzidas a portas fechadas pelas autoridades com a Braskem? Direito de ir e vir? Quando o CRIME da BRASKEM fechou, para sempre, a principal via de Bebedouro, Mutange e Bom Parto, por que o MPF não se manifestou? E o direito à moradia? E o direito a empreender, com milhares de famílias privadas de seu sustento? E os direitos empresariais básicos? O direito aos bens que constrói com esforço o empreendedor ou o morador durante toda a sua vida, onde estão? Estes são negados a nós, vítimas.

Portanto, nos perguntamos: como o MPF tem tempo para redigir uma nota à imprensa e não tem tempo para nos receber? O que temos a dizer às entidades é: precisamos de medidas efetivas que assegurem os direitos das vítimas e garantam a sua participação em todo esse processo. Vamos sentar e resolver o problema de todas essas pessoas! Vamos tratar de critérios justos e parar de postergar a resolução de um crime que afeta tanta gente! Também aproveitamos para agradecer a cada um dos presentes no ato, que permaneceram firmes, engrossando o coro por nossos direitos apesar de toda a chuva. Foi um dia histórico!

Aos cidadãos que tiveram sua locomoção tumultuada, pedimos que se juntem a nós para exigir que a justiça seja feita, pois 5 bairros já foram atingidos e, a cada dia, aumenta a área afetada. Em breve, muito mais que o trânsito estará comprometido, mas também as casas e os negócios de ainda mais maceioenses. E se fosse com você?

Fonte: Da Redação com assessoria

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