Cidades

13 de abril de 2021 08:12

Ufal enfrenta situação crítica com corte de recursos

↑ Josealdo Tonholo (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

O Orçamento Geral da União (OGU) para 2021 ainda não foi sancionado. A peça orçamentária foi aprovada pelo Congresso, mas ainda não foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. E o país inteiro espera por essa aprovação já que estamos praticamente na segunda quinzena de abril. Para a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a demora vem trazendo alguns prejuízos.

Ao TH Entrevista, o professor Josealdo Tonholo, reitor da universidade fala que depende do Orçamento estar em vigor para atender as demandas e serviços essenciais da instituição e, inclusive o pagamento de bolsas estudantis.

“A situação é complexa. Não temos um orçamento para trabalhar no âmbito do governo federal. E isso vem do empasse dessa aprovação que deveria ter acontecido em novembro de 2020 e não aconteceu. Quatro meses depois a gente não tem definição. O que se esperava é que definido a gente pudesse ter uma instabilidade para planejar o ano de 2021 e colocar o ano para funcionar dentro da realidade orçamentaria que vai ser disponibilizado e nem isso a gente tem. E isso não é o suficiente, tem outra situação que nos preocupa bastante: corte efetivamente na proposta orçamentaria que hoje continua em via de aprovação e mais grave a excepcionalidade de não ter o orçamento aprovado que nos coloca em uma situação de contingenciamento de não repasse do mês a mês. Ou seja, não podemos fazer planejamento por falta dos recursos’’, explica o reitor.

Tonholo acrescenta que o impacto com os cortes é um dos maiores da história dos 60 anos da Ufal e prejudica projetos de pesquisa e extensão, além de serviços essenciais.

“A universidade teve um corte só em custeio de R$ 42 milhões e com esse corte nós vamos deixar de pagar bolsas, prejuízos em contratos de manutenção de serviços essenciais como água, energia, limpeza e ainda esvaziado os equipamentos e material de consumo, infraestrutura necessária para pesquisa e extensão de qualidade. Nossos equipamentos culturais precisam de reformas urgentes. A cúpula do Museu Théo Brandão está quase caindo e a gente não tem os recursos necessários para as obras. Do ponto de vista da pesquisa, exatamente agora nesse momento de pandemia os recursos estão em escassez e isso coibir nossas ações enquanto protagonista da ciência para a população’’, expõe Josealdo Tonholo.

O reitor lembra ainda que a situação é tão crítica que foi preciso uma intervenção junto ao Ministério da Educação (MEC) para que parte das bolsas dos estudantes fosse paga. “A Ufal tem cerca de 30 mil estudantes e deste número cerca de 70% são classificados como vulneráveis economicamente, por tanto são alunos que precisam das bolsas para se manter na universidade. A universidade Federal de Alagoas é um grande vetor  de transformação do estado, porque permite o acesso de pessoas sem condições financeiras boas que vão para o mercado e transformam suas vidas e de suas famílias e sem essas bolsas eles não tem como se manter e acabam desistindo”, relata.

 

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