Cidades

9 de abril de 2021 08:14

Aulas presenciais só em ‘condições favoráveis’ na rede estadual

Sinteal defende que retorno apenas aconteça após a vacinação de todos os profissionais da educação

↑ Atualmente, aulas da rede estadual estão ocorrendo de forma remota; alunos sem acesso à internet estão retirando material impresso nas escolas (Foto: Thiago Henrique / Ascom Seduc)

As aulas presenciais na rede pública estadual só devem retornar em “condições favoráveis”. É o que afirma a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Para o Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) o retorno só deveria ocorrer com a vacinação de todos os profissionais da educação.

De acordo com a Seduc, apesar de as escolas terem sido adaptadas, é necessário que as condições sejam adequadas para este retorno.

“As aulas presenciais – que podem ser no modelo híbrido – devem ser retomadas quando houver condições sanitárias e de saúde favoráveis. As escolas da rede estadual passaram por adequações, como a instalação de pias, dispensers e totens de álcool 70%, além de alterações infraestruturais pontuais para melhoraria da circulação de ar, por exemplo, e para facilitar o protocolo de distanciamento social. Os recursos para a adequação foram enviados pela Seduc”, explicou o órgão.

Atualmente, as aulas da rede estadual estão ocorrendo de forma remota. Os alunos com acesso à internet estão acompanhando por meio de plataformas, já os que não dispõem desse tipo de opção estão retirando os materiais de aula de forma impressa nas escolas.

A presidente do Sinteal, Consuelo Correia explica que apenas cinco municípios alagoanos estavam com previsão de retomada das aulas presenciais. Mas na avaliação da líder sindical é preciso aguardar mais.

“Alguns municípios, como União dos Palmares, Campo Alegre e Pilar, estavam com previsão de retomada de aulas para [a última] segunda-feira [5]. Mas o sindicato entende que num momento onde temos uma variante extremamente mais contagiosa, alta ocupação de UTIs, casos aumentando, esse retorno às aulas vai prejudicar. É colocar em risco a vida dos profissionais. A atividade em sala de aula exige que o professor fale durante muito tempo. Existe a exposição. Além disso, mesmo com 50% da capacidade ainda são muitos alunos em sala de aula”, expõe.

Vacinação dos profissionais depende de quantidade de doses

 

O Ministério da Saúde classificou os professores como grupos prioritários a vacinação. Conforme explicou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) a vacinação desse público depende da quantidade de doses enviadas ao estado. Ainda não há data prevista para o início da vacinação entre o público.

Para Consuelo Correia só a vacinação de todos os profissionais da educação pode assegurar condições de retorno as aulas presenciais.

“Este é um ponto muito importante porque os profissionais envolvidos na educação não são apenas professores. São as merendeiras, os porteiros. Mas não sabemos se teremos vacina para todo mundo. Também não podemos entrar numa disputa de qual vida vale mais ou quem merece ser vacinado primeiro. Todos deveriam estar se vacinando”, defende Consuelo.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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