Cidades

2 de abril de 2021 12:24

Ocupação de leitos de UTI em Alagoas chega a nível crítico

Rede particular registra fila de espera e a pública está à beira da lotação máxima

↑ Ocupação de leitos no Arthur Ramos segue em 100% há dias (Foto: Edilson Omena)

O nível de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Alagoas está em níveis críticos. A rede privada já registra fila de espera por leitos. Já na rede pública a ocupação chega a 90% segundo o último boletim divulgado pelo Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

No Hospital Arthur Ramos, em Maceió, a ocupação de leitos segue em 100% há dias. Segundo a assessoria de comunicação da unidade hospitalar, os atendimentos de emergência têm sido mantidos e nos casos em que o paciente pode realizar o tratamento em casa tem havido o acompanhamento pelos profissionais de saúde.

“Inicialmente o Hospital Arthur Ramos disponibilizou 23 leitos de UTI e 40 de internação, mas dada a demanda abrimos alguns leitos extras. E a quantidade de leitos extras varia todo dia. Também não fechamos a emergência de Síndromes Gripais. Pode ser que feche temporariamente quando houver muita demanda, mas depois retoma o atendimento, e na maioria as pessoas vão fazer o tratamento domiciliar. Temos uma equipe de monitoramento de pacientes de Covid-19, composto por várias enfermeiras que mantém contato com quem foi fazer tratamento domiciliar para saber como eles estão, se há melhora, se precisa de uma nova consulta. Nosso paciente é monitorado também fora do hospital”, explica o hospital.

No Hospital do Coração, também na capital alagoana, a ocupação de leitos de tratamento intensivo chega a 90%.

REDE PÚBLICA

Os principais hospitais públicos do estado também registram ocupação de UTI igual ou superior a 90%. É o caso dos Hospitais Metropolitano e da Mulher que registraram 94% e 95% respectivamente segundo o mais recente boletim de ocupação da Sesau.

Hospitais de Arapiraca, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema e Palmeira dos Índios estão com todas as UTIs ocupadas.

No início da semana o relatório do Observatório da Covid-19 da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) apontava para uma manutenção da criticidade da doença no estado, embora as medidas de distanciamento da fase vermelha terem ajudado, ainda há descontrole na transmissão do vírus no estado.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Evellyn Pimentel

Comentários

MAIS NO TH