Cidades

Moradores do Flexal em Bebedouro aguardam por definição da situação dos imóveis

Desde o ano passado, o bairro vem sendo desocupado. Mesmo assim, segundo o presidente da Associação de Moradores, Augusto Cícero, algumas partes não têm expectativa para uma saída próxima

Por Tribuna Independente 02/02/2021 12h29
Moradores do Flexal em Bebedouro aguardam por definição da situação dos imóveis
Reprodução - Foto: Assessoria
Moradores da região conhecida como Flexal, no bairro de Bebedouro, em Maceió, aguardam definição da situação dos imóveis. Eles afirmam que a área tem ficado isolada após o esvaziamento do bairro e temem um agravamento do quadro. Joselma Evaristo mora há 40 anos na mesma casa na região do Flexal de Cima e afirma que, apesar das rachaduras que apareceram no ano passado não terem se intensificado, ainda há a preocupação. “Minha casa ainda está do mesmo jeito, com rachaduras pequenas. Mas o que deixa todo mundo aflito é essa situação de isolamento, das casas ficarem ilhadas. Tudo está saindo do bairro e a gente ficando. Está muito difícil”, conta. Desde o ano passado, o bairro de Bebedouro vem sendo desocupado. Mesmo assim, segundo o presidente da Associação de Moradores do bairro, Augusto Cícero, algumas partes como o Flexal de Cima e de Baixo, por exemplo, não têm expectativa para uma saída próxima. Algumas sequer estão no mapa para realocação. A área que até novembro era de monitoramento passou a ser de realocação imediata. Entretanto, a saída pode ocorrer, segundo cronograma da Braskem, até dezembro de 2022. “Toda a área em monitoramento irá sair, mesmo assim não atinge todo o bairro de Bebedouro. Na área do Flexal têm sim moradores, naquela parte da Estação, rua Faustino Silveira, Tobias Barreto… Toda essa área num futuro breve será realocada. Ali vai ficar totalmente deserto. Vai ser uma mudança radical e o que não pode é os moradores ficarem sem assistência, sem transporte, sem saúde, isolados”, pontua Augusto Cícero. Ontem (1), os moradores apresentaram as queixas aos órgãos de controle numa reunião solicitada por eles. O Ministério Público Federal (MPF) explicou que além da demanda da realocação dos imóveis, os moradores apontaram outros problemas. “No curso da reunião outras pautas foram apresentadas, como interdição da Ladeira do Calmon, plano de mobilidade, animais abandonados, cemitério, posse legal, demora nos pagamentos, falta de transparência no valor de avaliações pela Braskem e a feira pública”, disse o órgão. Ainda segundo o MPF os temas relacionados ao cumprimento do acordo serão objeto de encaminhamento junto à Braskem a fim de que sejam realizados os ajustes necessários. Outros assuntos, segundo o MPF, deverão seguir para tratativas com a Prefeitura de Maceió. A inclusão de novos imóveis no mapa de risco, segundo o MPF, depende de que novas avaliações sejam realizadas. “O novo aditivo prevê a instituição de um grupo técnico destinado justamente para avaliar essa área limítrofe para fora do mapa atual, a fim de diagnosticar eventual necessidade de ampliação do mapa”, reforçou o MPF.