Cidades

21 de janeiro de 2021 17:33

Mulheres de Palmeira dos Índios terão app para denunciar violência doméstica

Com plataforma desenvolvida por estudantes do Cesmac, bastam alguns cliques para acionar a polícia e compartilhar localização

↑ (Imagem: Dicom TJAL)

Estudantes de Direito da Faculdade Cesmac do Sertão desenvolveram um aplicativo para que mulheres possam fazer denúncias de violência doméstica. Com a plataforma instalada, se estiverem sendo agredidas, bastam alguns cliques para acionar a polícia e compartilhar a localização em tempo real, de forma rápida e discreta.

O app, que recebeu o nome “Não”, é uma iniciativa da  Liga Acadêmica de Direito Digital do Cesmac. O Tribunal de Justiça de Alagoas apoia o projeto e assinou termo de cooperação com a Liga, visando contribuir com a implementação e divulgação da ferramenta.

O aplicativo aguarda autorização da Polícia Militar para começar a funcionar em Palmeira dos Índios. A presidente da Liga Acadêmica, Isabelle da Silva Mendes, diz que o sistema está à disposição para ser instalado em outras cidades, em bases de polícia ou guarda municipal.

Estudante do 7º período de Direito, Isabelle conta que a Liga foi criada em abril de 2020, já no contexto da pandemia de Covid-19. “Dentro da liga, surgiu a ideia de ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica, visto que nesse período de isolamento, a situação para essas mulheres ficou muito mais difícil. O tempo delas ao lado de seus agressores dobrou”.

Além da função de poder chamar a polícia com discrição, o app permite que as vítimas enviem fotos e vídeos para provar as agressões. Os arquivos só poderão ser acessados pela Polícia. É possível ainda cadastrar números de pessoas próximas, que também serão contactadas automaticamente no caso de uma emergência.

“Uma grande preocupação da liga acadêmica era a acessibilidade. Ele foi feito num formato para que qualquer pessoa consiga acessar. Onde tem um texto, também tem uma imagem, uma cor. Então, da pessoa mais instruída à menos favorecida, vai conseguir pedir ajuda”, ressalta Isabelle.

A estudante destaca a importância da parceria com o Tribunal de Justiça. “A partir do momento que o Tribunal de Justiça abraçou a ideia, tudo foi fluindo com muito mais agilidade. Aproveito para agradecer ao magistrado André Parizio, que buscou a ajuda no Tribunal, e ao ex-presidente, desembargador Tutmés Airan”

O aplicativo será gratuito e estará disponível nas lojas Play Store (para celulares Android) e App Store (Iphone).

Fonte: Dicom TJAL

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