Cidades

4 de dezembro de 2020 10:19

Ufal lamenta morte do servidor “Gil” Lopes

Gil Lopes morreu nesta quinta-feira, 3, na UTI do Hospital Vida, onde estava internado há 12 dias lutando contra a Covid-19

↑ Essa foto foi tirada no encontro do "quarteto" há 15 dias

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Museu Théo Brandão (MTB) informam com pesar o falecimento do servidor aposentado Givanildo Lopes Machado, conhecido como o artista Gil Lopes. Aposentado desde 2011, Gil Lopes completou 70 anos no dia 25 de novembro e ficou conhecido por seu grande talento para as artes e o espirito carnavalesco que fez história em Alagoas e em outros estados.

“Muita tristeza. Estamos perdendo vários amigos. Que Deus ilumine o caminho do Gil e dê força para a família”, disse o reitor Josealdo Tonholo. “Perdi mais um amigo nessa loucura que estamos vivendo. Gil, saudades eterna, que Deus te receba em um bom lugar”, diz o servidor Ubirajara Oliveira.

O diretor do Museu Théo Brandão, Victor Sarmento, lamenta a perda : “Que tristeza gigantesca. Vou sentir muito sua falta. Somos muito gratos por tudo que você fez pela cultura alagoana e pelo seu amado MTB”.

A sobrinha Izadora Garcia, relações públicas da Ufal, fala do amor e gratidão ao tio “meu tio foi de inestimável importância para a cultura alagoana. Maior importância ainda exerceu em nossas nossas vidas. Muito ensinou sobre arte, sobre respeitar as tradições, sobre ser feliz e sobre permitir a felicidade dos outros. Dentre outras coisas, me ensinou a amar e honrar o trabalho na Universidade. Ele é meu maior orgulho e seu legado é um alento para a saudade imensa que nos deixará. Chegou a apoteose do maior carnavalesco de Alagoas. Te amaremos para sempre e celebraremos a vida em todas as ocasiões, mesmo nas mais difíceis, como sei que o senhor faria”.

O professor Eraldo Ferraz lamenta a morte do grande amigo: “”Fiquei órfão do meu grande amigo Gil Lopes. Ele era o meu estilista, maquiador e fazia a dupla comigo no carnaval no Mercado da Boa Vista, em Recife, sempre caracterizado de uma personagem das histórias infantis. Era um artista plástico de mão cheia e um grande carnavalesco. Que Deus o acolha nessa nova morada celestial”.

Eraldo lembra da alegria do amigo e dos encontros mensais, formando o “quarteto” com José Carlos Silva e Homero Cavalcante, e apresenta a foto do encontro de novembro (abaixo), há 15 dias, a despedida antes de entrar no hospital com suspeita de covid. “A dor da perda é sem remédio instantâneo. Mas é lastro da conformação, da esperança e da crença na outra vida. Que a nova caminhada do nosso Gil lhe seja plena de luz e paz”, falam os amigos Zé e Homero.

NOTA DE PESAR

O Fórum Permanente de Cultura Popular e do Artesanato Alagoano, consternado, manifesta os seus votos de pesar a família Lopes enlutada pela perda do seu filho mais ilustre, nosso Mestre Gil Lopes aos 70 anos, ocorrido na tarde desta Quinta-feira (03), vitima da Covid-19.

Desejamos a sua mãe, irmãos, sobrinhos e amigos, muita luz, alegria e perseverança na continuidade do legado deste grande artista popular da Cultura das Alagoas.

Gil Lopes

Com 47 anos de Carreira, Gil Lopes, nasceu na antiga Rua dos Timbiras, hoje Dr. Virgílio Guedes há exatos 70 anos, filho da família Lopes Machado mais sem dúvidas filho também das folias de momo e do São João das quais era bastante apaixonado.

Seu nome ficará marcado nas histórias coloridas da cultura alagoana, sua trajetória a frente de muitas atividades no Museu Théo Brandão ficará guardada na memória da comunidade cultural do nosso Estado.
Resquice in pax!

Fonte: Assessoria

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