Cidades

23 de setembro de 2020 12:21

Taxa de alagoanos que cumpriram isolamento mais rígido cai 8,2%

Já a taxa de desocupação cresce no estado e chega a 16,4%

↑ Centro de Maceió (Foto: Ascom Fecomércio/AL)
Os resultados da Pnad Covid-19, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 70,4% (2,35 milhões) da população de Alagoas disse ter adotado medidas mais restritivas de isolamento social no mês de agosto, como ter permanecido isolada ou ter saído de casa apenas por necessidade. No mês de julho, a taxa era de 78,6% (2,63 milhões de pessoas).
Consequentemente, houve aumento no contingente de pessoas que flexibilizou os contatos. Em agosto, 29,2% (979 mil pessoas) afirmaram não ter feito nenhuma restrição ou ter reduzido contato mas, ao mesmo tempo, continuado saindo de casa e/ou recebendo visitas. Essa taxa no mês de julho era de 20,9% (699 mil).
A comparação para esses indicadores só pode ser feita entre os meses de julho e agosto, visto que  seis novos temas relativos à pandemia foram introduzidos no questionário a partir de julho, entre os quais está o indicador relacionado às medidas de restrição de contato adotadas.
Realizadas todos os meses desde maio, a Pnad Covid é uma pesquisa amostral realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Em Alagoas, a amostra contempla mais de cinco mil domicílios em 88 municípios.
DESOCUPÃO
Nos resultados relacionados ao mercado de trabalho, os dados mostraram que a taxa de desocupação em Alagoas saiu de 15,7% para 16,4%, deixando o estado com a sexta maior taxa percentual do país nesse indicador. Bahia (18,1%), Maranhão (18,1%), Amazonas (17,9%), Amapá (17%) e Rio Grande do Norte (17%) ficaram à frente.
A taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas, na semana de referência, em relação às pessoas na força de trabalho, que compreende o grupo de pessoas ocupadas e desocupadas em determinada população.
As pessoas desocupadas, por sua vez, são aquelas sem trabalho que tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo e que estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência, ou seja, pressionaram o mercado. Da mesma forma, consideram-se desocupadas aquelas pessoas que já haviam conseguido trabalho e iriam inicia-lo após a semana de referência.
Em números absolutos, Alagoas registrava 169 mil pessoas desocupadas em julho, contingente que passou a ser de 183 mil em agosto, o que representa um grupo de 14 mil pessoas a mais procurando emprego de forma efetiva sem, no entanto, consegui-lo.
Por outro lado, o número de pessoas ocupadas em Alagoas aumentou de julho para agosto (de 909 mil para 928 mil), da mesma forma que o nível da ocupação (de 34,9% para 35,7%).
Cai número de pessoas com sintomas combinados associados à Covid-19
Os dados sobre saúde indicaram que caiu para 32 mil (1% da população total) o número de pessoas que se queixaram de sintomas conjugados relacionados à síndrome gripal e que podiam estar associados à Covid-19, como perda de cheiro ou sabor; febre, tosse e dificuldade de respirar; e febre, tosse e dor no peito. Em julho, foram 52 mil pessoas (1,6% da população) que apresentaram queixas.
Na comparação com maio, o primeiro mês da pesquisa, o número de pessoas é quase quatro vezes menor. Em maio, 108 mil pessoas (3,2% da população) se queixaram de sintomas conjugados associados à Covid-19.
287 mil pessoas realizaram testes para diagnóstico da Covid-19 até agosto
Em Alagoas, 287 mil pessoas (8,6% da população) realizaram algum teste para diagnóstico da Covid-19 até agosto. Desse total, 96 mil (33,4%) testaram positivo para a doença causada pelo novo coronavírus. Até julho, o número registrado era de 257 mil.
Entre os testes para diagnóstico da doença, as pessoas poderiam ter realizado o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo ou o exame com sangue retirado da veia do braço.
Em relação ao tipo de teste, 61 mil pessoas fizeram o teste SWAB, dos quais 44,9% tiveram resultado positivo e 53,7% resultado negativo. Já o teste rápido por um furo no dedo foram 163 mil pessoas, com 29,8% dos testes com resultado positivo, 69,9% negativo e 0,1% inconclusivo. Por fim, foram 98 mil que fizeram o exame de sangue através da veia do braço, com 38,9% dos casos sendo positivos, 57,1% negativos e 4% que ainda não haviam recebido o teste.
O percentual de realização dos testes para diagnóstico da doença é maior entre as pessoas com rendimentos mais altos, chegando a 8,7% no grupo de rendimento domiciliar per capita acima de 4 salários mínimos e ficando em 1,8% entre as pessoas que ganham até meio salário mínimo.
Percentual de domicílios que recebem auxílio emergencial chega a 63,5%
Pela terceira vez seguida, Alagoas registrou aumento no percentual de domicílios que receberam qualquer tipo de auxílio emergencial relacionado à pandemia. A taxa era de 57,1% em maio, passou para 60,5% em junho, alcançou 62,8% em julho e chegaram a 63,5% em agosto

Fonte: IBGE

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