Cidades

23 de setembro de 2020 10:38

12 anos da tragédia de Furado: Sindipetro AL-SE relembra vítimas e defende a vida

Hoje representa uma homenagem às vítimas, mas também um momento para exigir mudanças radicais na política de SMS

Nesta quarta-feira (23/09), a direção do Sindipetro AL-SE relembra a memória dos 12 anos do trágico acidente na Estação de Óleo de Furado, na cidade de São Miguel do Campos, distante 58 km de Maceió, que matou quatro trabalhadores após uma explosão em uma tubulação de gás. As vítimas Miguel Ângelo Pereira Moisés, Adeildo da Silva Santos, Carlos Eduardo Cabral Chagas e Adriano dos Santos, são símbolos do luto e da luta da categoria petroleira para colocar a vida das pessoas em primeiro lugar.

Vidas importam e não podem ser perdidas pelo processo de desmonte da Petrobrás, pela redução de custos irresponsável e pela busca desenfreada do lucro, que aumentam a insegurança nas unidades da empresa. No acidente de Furado não houve fatalidade. O que ocorreu foi a conjunção desses três aspectos decorrentes da gestão temerária de SMS da companhia, que têm contribuído para aumentar as estatísticas de mutilações e mortes entre os petroleiros.

Apesar das frequentes denúncias feitas pelo Sindipetro AL/SE e FNP, o contexto depois de 12 anos não melhorou. Pelo contrário, o cenário já anunciado pela direção da Petrobrás é de abandonar o Nordeste e outras regiões do país, entregando tudo de “porteira fechada” a preço de banana. Para isso, o governo Bolsonaro, e o presidente da Petrobrás, Castello Branco, têm atacado a AMS, sufocado os campos maduros e agora o ACT da categoria, tudo programado para atrair o mercado e facilitar a privatização do patrimônio do povo brasileiro.

Precisamos dizer alto e bom som que a Petrobrás fica no Nordeste, fica em Alagoas e Sergipe, fica em Urucu na Amazônia e no restante do Brasil. A presença da empresa nessas regiões é garantia de desenvolvimento sustentável, além de garantia de emprego e renda para milhares de trabalhadores.

O esquartejamento que estão fazendo com a companhia é um crime de lesa-pátria. Setores inteiros de perfuração e sondagens estão sendo desmobilizados, unidades sucateadas, PIDV sem recomposição do efetivo mínimo, tudo isso feito com o único propósito de enfraquecer o papel da estatal no cenário mundial.  Petrobrás fraca perde condições de competitividade com suas concorrentes e não tem qualquer controle sobre a soberania energética do país. Resultado: no final das contas quem paga mais caro é o consumidor, os mais pobres, porque quem passará a ditar o preço dos gasolina, do diesel e do gás de cozinha são as empresas estrangeiras.

Portanto, o próximo dia 23 representa uma homenagem as vítimas, mas também um momento para exigir mudanças radicais na política de SMS, o fim da privatização de ativos e a defesa de uma Petrobrás forte no Nordeste, no Norte e no Brasil. Basta de pensar apenas na maximização do lucro. Merecemos mais! A vida em primeiro lugar!

Miguel Ângelo Pereira, presente!

Adeildo da Silva Santos, presente!

Carlos Eduardo Cabral das Chagas, presente!

 Adriano dos Santos, presente!

Fonte: Assessoria

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