Cidades

7 de agosto de 2020 17:08

#AgostoLilás: mulher denunciou a violência doméstica praticada pelo ex-esposo

Vítimas que superaram agressões e também denunciaram seus agressores concederam entrevista à repórter Lídia Lemos, da Diretoria de Comunicação do TJ/AL

↑ 'Ele me empurrou do 1º andar, eu estando grávida', lembra Nayara dos Santos (Foto: Reprodução)

Nayara Santos, Luana Rodrigues e Wanderlandia Lemos são três das inúmeras mulheres vítimas de violência doméstica em Alagoas. Elas revelaram à repórter Lídia Lemos, da TV Tribunal, detalhes de uma vida sob constante violência física, verbal, psicológica praticada por seus antigos companheiros.

“Ele me empurrou do 1º andar, eu estando grávida”, lembra Nayara dos Santos, protagonista do primeiro de três vídeos gravados pelo Núcleo de Audiovisual da Diretoria de Comunicação (Dicom) do Judiciário de Alagoas. O relato pode ser visto ainda nas contas de Instagram e de YouTube do TJ/AL.

“Foi o pai dos meus filhos. Sofri muita agressão. Relacionamento muito abusivo. Agredia muito quando chegava da rua. Puxou-me pelos cabelos. Estava buchuda (grávida) da última filha. Foi uma tortura. Cortou meu cabelo na faca”, relatou Nayara, que denunciou o agressor ligando para o número 180.

O contato a que recorreu Nayara recebe denúncias de violência, reclamações sobre serviços da rede de atendimento à mulher e orienta sobre direitos e sobre a legislação vigente. Luciana Rodrigues e Wanderlânia Lemos também denunciaram seus ex-companheiros às autoridades policiais.

Os relatos de Luciana e Wanderlânia também vão ser publicados nas redes sociais do TJ. O conteúdo foi gravado com apoio do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) e está sintonizado com a Coordenadoria da Mulher do TJ/AL, que desenvolve ações permanentes de combate à violência doméstica.

Os vídeos também integram a campanha permanente Agosto Lilás, de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Foi instituída com o objetivo de divulgar a Lei Maria da Penha e para sensibilizar a sociedade sobre o necessário fim da violência contra a mulher.

Fonte: Dicom TJ/AL / Texto: Maikel Marques

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